A decisão do ministro Dias Toffoli de se declarar suspeito para julgar a prisão de Daniel Vorcaro reacendeu a expectativa de que o dono do Banco Master possa ser solto pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). O julgamento está marcado para sexta-feira (13).
O colegiado é formado por cinco ministros: André Mendonça, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Toffoli, que era considerado voto certo pela manutenção da prisão.
Com a saída de Toffoli, abre-se a possibilidade de empate. Mendonça e Fux devem votar pela prisão, enquanto Mendes e Nunes Marques tendem a ser contrários, segundo informações de bastidores apuradas pelo jornalista Mônica Bergamo, da Folha de SP.
O empate, por regra, favorece o réu, o que poderia permitir que Vorcaro cumprisse a prisão em regime domiciliar.
Aliados de Vorcaro destacam que a decisão de Toffoli influenciaria diretamente o futuro da delação premiada do ex-banqueiro. Com a saída do ministro do caso, a negociação poderia ocorrer em condições diferentes:
sem a pressão do presídio federal de segurança máxima em Brasília — onde estão detidos, entre outros, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Nicola Assisi, da máfia italiana ‘Ndrangheta’ — e diretamente com a PGR, sem mediação da Polícia Federal.
O universo político avalia que a PF enfrenta uma disputa interna com contornos eleitorais, o que poderia levar a uma delação seletiva, com escolha estratégica dos alvos das revelações de Vorcaro.
Ainda assim, as pessoas mais próximas do ex-banqueiro reconhecem que o resultado do julgamento permanece incerto, já que os votos de Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques continuam fechados e imprevisíveis.
A expectativa é de que, mesmo com as incertezas, a delação de Vorcaro continue sendo uma forte possibilidade, mas em um cenário e condições distintos dos previstos originalmente. E mais: PGR pede nova condenação a Ramagem; Saiba detalhes. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Folha de SP)

