Urgente: Banco Central decreta liquidação de mais um banco

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O Banco Central do Brasil determinou, nesta Quarta-Feira de Cinzas (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição que anteriormente operava sob o nome Voiter e que já integrou o conglomerado do Banco Master. A decisão também abrange a corretora Pleno DTVM, vinculada ao mesmo grupo.

O banco era controlado pelo empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. A instituição escapou da liquidação do conglomerado em novembro passado porque, apenas três meses antes, o Banco Central havia autorizado a cisão do Pleno em relação ao grupo Master.

Apesar disso, Augusto Lima acabou sendo alvo da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB.




Tanto Lima quanto Vorcaro chegaram a ser presos no âmbito da operação, mas atualmente cumprem medidas cautelares determinadas pela Justiça. Lima, inclusive, utiliza tornozeleira eletrônica.

De acordo com estimativas do mercado financeiro, a liquidação do Banco Pleno deve gerar um custo aproximado de R$ 5 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito.

Desde que passou a operar com a marca Pleno, o banco adotou uma estratégia agressiva de captação, semelhante à utilizada pelo Master, oferecendo rendimentos de CDBs bem acima da média praticada pelo mercado.




No caso do Banco Master, o FGC já desembolsou cerca de R$ 36 bilhões para cobrir garantias de CDBs, o que representa aproximadamente 89% do total previsto.

Além disso, outros R$ 6,3 bilhões ainda deverão ser pagos a clientes que aplicaram até R$ 250 mil em CDBs do WillBank, banco digital múltiplo pertencente ao mesmo conglomerado.

O principal ativo do Banco Pleno era o Credcesta, um programa de cartão de crédito consignado da Bahia. O negócio pertence a Augusto Lima desde 2018, quando ocorreu uma controversa privatização de uma rede de supermercados baiana durante a gestão do então governador Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil.




O Credcesta está na origem do Banco Master e garantiu a Lima exclusividade para a oferta de crédito e serviços financeiros comprometendo até 30% dos salários de servidores públicos e aposentados do estado da Bahia por um período de 15 anos.

Posteriormente, esse modelo de exclusividade foi replicado em diversos municípios baianos e, mais tarde, expandido para outros estados do país.

Com a decretação da liquidação, ainda não há definição oficial sobre o futuro do Credcesta. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, o Pleno e a corretora Pleno DTVM detinham apenas 0,04% do total de ativos e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, o que enquadrava a instituição na categoria S4 — abaixo do porte do Banco Master, classificado como S3.

Em nota oficial, o Banco Central afirmou que “a liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”.




O órgão regulador acrescentou ainda que “continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais.

O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada”.

A decisão reforça o cerco regulatório do Banco Central sobre instituições financeiras de menor porte que adotaram modelos agressivos de captação e amplia o impacto do colapso do conglomerado Master sobre o sistema financeiro brasileiro. E mais: Marinha abre concurso para Fuzileiros Navais com 1.680 vagas. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: UOL)

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