Desde que Luiz Inácio Lula da Silva reassumiu a Presidência da República, em janeiro de 2023, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) ampliou significativamente os investimentos em propaganda voltada para revistas impressas.
Até o momento, o governo já destinou R$ 10,3 milhões para empresas do setor, valor que representa um aumento de aproximadamente 30% em relação aos R$ 7,2 milhões gastos em revistas durante toda a gestão de Jair Bolsonaro. Os dados são da Oeste.
No período em que Bolsonaro esteve à frente do Palácio do Planalto, os gastos anuais com publicidade em revistas impressas variaram consideravelmente: R$ 1,9 milhão em 2019, R$ 820 mil em 2020, R$ 690 mil em 2021 e R$ 3,8 milhões em 2022.
Sob Lula, os repasses a revistas foram mais concentrados nos primeiros anos: R$ 5,2 milhões em 2023, seguido de R$ 3,8 milhões em 2024, montante que já superava o total investido pelo governo Bolsonaro ao longo de quatro anos. Para 2025, já estão empenhados R$ 1,3 milhão, números ainda parciais, que consolidam a tendência de crescimento.
A publicidade em revistas, contudo, não é o único campo em que a gestão Lula ultrapassa a anterior. De acordo com os dados da Secom, o atual governo também superou Bolsonaro em investimentos totais em jornais impressos e veículos digitais, além de apresentar maior gasto médio anual em outros quatro formatos de mídia: cinema, mídia exterior digital, rádio e televisão. A gestão anterior mantém vantagem apenas na mídia exterior, tanto em valor total quanto em proporção anual.

