Exportações do Brasil aos EUA despencam em janeiro, enquanto comércio com a China avança

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O comércio exterior brasileiro apresentou comportamentos distintos entre seus principais parceiros em janeiro de 2026. As vendas do Brasil para os Estados Unidos registraram uma retração expressiva de 25,5% na comparação anual, somando US$ 2,40 bilhões no mês.

Em janeiro de 2025, o valor havia alcançado US$ 3,22 bilhões. As compras de produtos americanos também recuaram, com queda de 10,9%, totalizando US$ 3,07 bilhões, contra US$ 3,44 bilhões no mesmo período do ano anterior. Com isso, a balança comercial bilateral fechou o mês com déficit de US$ 670 milhões.

O resultado negativo marca o sexto recuo consecutivo das exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde que o governo de Donald Trump aplicou uma sobretaxa de 50% sobre produtos do Brasil, em meados de 2025. (continua)

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(segue) Embora parte das mercadorias tenha sido retirada dessas tarifas no fim do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) estima que cerca de 22% das exportações ainda estejam sujeitas às alíquotas definidas em julho.

Nesse grupo entram tanto itens que pagam apenas a taxa adicional de 40% quanto aqueles que acumulam essa cobrança com a tarifa-base de 10%.

Em sentido oposto, o fluxo comercial com a China mostrou desempenho positivo. As exportações brasileiras ao país asiático cresceram 17,4% em janeiro, alcançando US$ 6,47 bilhões, ante US$ 5,51 bilhões no mesmo mês de 2025.

Já as importações vindas da China diminuíram 4,9%, somando US$ 5,75 bilhões, contra US$ 6,05 bilhões um ano antes. O resultado foi um superávit de US$ 720 milhões para o Brasil no comércio bilateral.

A Argentina também apresentou retração nas compras de produtos brasileiros. As exportações ao país vizinho caíram 24,5% em janeiro, fechando em US$ 914 milhões, frente aos US$ 1,2 bilhão registrados no início do ano passado.

As importações provenientes da Argentina recuaram 13,6% e atingiram US$ 766 milhões, ante US$ 886 milhões em janeiro de 2025. Mesmo assim, o saldo comercial com os argentinos permaneceu positivo, com superávit de US$ 150 milhões.

No comércio com a União Europeia, as vendas do Brasil diminuíram 6,2%, totalizando US$ 3,92 bilhões, abaixo dos US$ 4,18 bilhões apurados um ano antes.

As importações oriundas do bloco tiveram queda ainda maior, de 11,9%, e somaram US$ 3,62 bilhões, ante US$ 4,09 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 310 milhões na relação comercial com os europeus.

Estados Unidos, China, Argentina e União Europeia seguem como os principais parceiros comerciais do Brasil. Os números referentes à balança comercial de janeiro de 2026 foram divulgados nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). (Foto: IA; Fonte: Poder360)

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