A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) comunicou oficialmente a Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que um preso do sistema penitenciário participa do processo de entrega de medicamentos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, custodiado na unidade conhecida como Papudinha. A informação consta em ofício enviado ao magistrado. Informação é da Revista Oeste.
No documento, a corporação esclarece que a distribuição dos remédios é conduzida pela área administrativa da unidade prisional, com apoio eventual de um detento do regime semiaberto.
“Para fins de conhecimento e registro, informo que a atividade de distribuição de medicamentos ao custodiado Jair Messias Bolsonaro é realizada pela Seção de Cadastro da unidade, com o auxílio eventual de custodiado do regime semiaberto devidamente classificado e designado exclusivamente para essa finalidade, como forma de remição de pena”, informou a PMDF.
Segundo a polícia, o procedimento segue regras padronizadas e é acompanhado de perto pelos agentes responsáveis. A corporação ressaltou que a “distribuição ocorre de maneira padronizada e controlada, alcançando todos os custodiados do núcleo, sempre sob supervisão direta do efetivo policial responsável”.
O preso designado para a função está vinculado ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal (NCPM), estrutura especializada ligada ao 19º Batalhão da PM. A mudança foi autorizada por Alexandre de Moraes.
No mesmo ofício, a PMDF solicitou a alteração do dia de visitas ao ex-presidente, propondo que os encontros passem a ocorrer aos sábados. O pedido foi acatado pelo ministro.
A corporação justificou a solicitação apontando que, durante a semana, especialmente às quintas-feiras, há grande movimentação interna na unidade.
“Tal solicitação fundamenta-se no fato de que, nos dias úteis, especialmente às quintas-feiras, há intenso fluxo interno de servidores, custodiados, atividades administrativas, judiciais e operacionais no NCPM, além de coincidir com o dia de visita ordinária dos demais 48 custodiados atualmente alocados na unidade”, argumentou.
Ainda de acordo com a PMDF, essa dinâmica eleva os riscos à segurança e dificulta o controle de acesso. “Essa circunstância amplia de forma significativa os riscos à segurança institucional, dificulta a adequada segregação dos ambientes e compromete o controle rigoroso da circulação de pessoas no interior da unidade.”
Ao defender a mudança para o sábado, a corporação afirmou que o dia apresenta “redução expressiva do fluxo interno, inexistência de expediente administrativo regular, ausência de coincidência com o dia de visita dos demais custodiados e maior previsibilidade operacional”.
Por fim, a polícia destacou que essas condições “permitem melhor planejamento do efetivo, controle mais rigoroso de acesso, segregação física e temporal dos ambientes de visitação e mitigação de riscos, sem qualquer prejuízo ao direito de visita”. (Foto: STF; Fonte: Oeste)

