Empresa brasileira de salgadinhos desafia gigantes do setor

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O mercado brasileiro de salgadinhos e snacks ainda está longe de atingir seu potencial máximo. Dados da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) indicam que o consumo per capita no país é de 1,8 quilo por ano, o equivalente a cerca de três pacotes mensais. No México, esse volume chega a 4,5 quilos, enquanto a média global supera 5 quilos anuais.

A diferença evidencia a margem de crescimento do setor no Brasil, inclusive para fabricantes nacionais que disputam espaço em um mercado amplamente dominado por grandes multinacionais. É nesse cenário que a Milho de Ouro, empresa familiar criada em 1992, busca ampliar sua presença em nível nacional.

Dona da marca Lobits, a companhia decidiu recentemente unificar todo o seu portfólio sob um único nome. A estratégia visa aumentar a visibilidade nas gôndolas, fortalecer o reconhecimento da marca e atrair novos consumidores. (continua)

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(segue) Atualmente, a Milho de Ouro produz mais de 700 toneladas de salgadinhos por mês e possui capacidade instalada para dobrar esse volume, alcançando até 1.400 toneladas mensais em suas duas fábricas localizadas em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A empresa projeta encerrar 2025 com faturamento de R$ 130 milhões, crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é atingir um volume entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões, impulsionado pela ampliação da produção e pelo fortalecimento da marca no varejo.

A entrada da família no setor de alimentos aconteceu de forma inesperada. Após o fechamento de uma confecção no interior paulista, a fundadora Darlene Rodrigues passou a buscar novas oportunidades de negócio.



O conselho de investir em alimentação levou o casal a conhecer uma fábrica de salgadinhos em Ribeirão Preto, dando início à trajetória da empresa, que começou com uma máquina de pequena capacidade produtiva.

Durante mais de uma década, a produção foi terceirizada, até que, em 2009, a Milho de Ouro lançou sua própria marca, a Lobits. O movimento marcou o início de um processo de profissionalização, com avanços na logística, distribuição e gestão administrativa.

Com mais de 30 anos de atuação, a empresa passa agora por uma nova fase. Sob a liderança da fundadora e com os filhos à frente das áreas operacionais, a Milho de Ouro investe em sistemas de gestão, certificações internacionais de qualidade, programas de capacitação e ações para fortalecer o relacionamento com o varejo.

No início dos anos 1990, um casal empreendedor decide criar a Milho de Ouro, fábrica de salgadinhos extrusados de milho e massinha de trigo frita como aperitivo. A ideia surgiu quando estavam em busca de novos mercados para investir e conheceram uma indústria que fabricava máquinas de preparar salgadinhos. Do encantamento com o negócio, surgiu a decisão de investir nesse segmento.

Hoje, a companhia está presente em mais de 20 mil pontos de venda em todo o país, com maior concentração em São Paulo e expansão gradual para o Rio de Janeiro e outras regiões do Sudeste. Dados da Scanntech indicam crescimento anual de 16,7% nas regiões Sul e Sudeste, mais que o dobro da média do mercado.



Além da concorrência com grandes grupos globais, a empresa também enfrenta o desafio de adaptação às novas exigências do consumidor, como a busca por produtos mais saudáveis e a adequação aos selos de advertência nutricional. Para isso, a Milho de Ouro tem reduzido teores de sódio e óleo em parte do portfólio e prepara o lançamento de uma linha com foco em ingredientes mais naturais.

A estratégia combina ganho de escala, controle de custos e valorização da produção nacional, mantendo preços acessíveis para sustentar o crescimento em um mercado ainda pouco explorado no Brasil. (Foto: reprodução e divulgação; Fonte: Exame)

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