Mais um brasileiro ‘voluntário’ morre em guerra na Ucrânia

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O eletricista Leonardo dos Santos, natural de Ilha Solteira, no interior de São Paulo, morreu enquanto participava dos combates da guerra na Ucrânia. A confirmação da morte foi feita pela concessionária de energia do Mato Grosso do Sul, empresa na qual ele trabalhava antes de deixar o Brasil para se voluntariar no conflito no leste europeu.

De acordo com a nota de pesar divulgada pela ex-empregadora, Leonardo faleceu no dia 26 de dezembro. Conforme as informações repassadas, ele teria sido ferido por estilhaços de uma granada durante um ataque atribuído às forças russas. Após o episódio, o brasileiro teria desenvolvido uma infecção grave em decorrência dos ferimentos, o que acabou levando à morte.

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso e realiza apurações junto às autoridades locais. Em nota, o Itamaraty confirmou que foi acionado pela família do eletricista por meio da rede consular brasileira. O contato tem como objetivo viabilizar os procedimentos burocráticos necessários para o traslado do corpo ao Brasil.




A morte de Leonardo ocorre alguns meses depois de o governo brasileiro reforçar alertas sobre os riscos do alistamento voluntário em forças armadas estrangeiras. Em junho, o Itamaraty emitiu um comunicado oficial recomendando que cidadãos brasileiros recusem propostas de trabalho com finalidade militar, especialmente em regiões de conflito armado.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, tem crescido o número de brasileiros mortos em guerras no exterior ou que enfrentam dificuldades para deixar áreas de combate.

A pasta destaca que a assistência consular em zonas de conflito pode ser “severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os voluntários e as forças armadas de outros países”, o que dificulta ações de resgate, apoio humanitário ou repatriação.




O conflito entre Rússia e Ucrânia teve início em fevereiro de 2022, após a ofensiva militar autorizada pelo presidente russo, Vladimir Putin. Desde então, a guerra já se estende por quase dois anos, resultando em milhares de mortos, destruição de cidades e uma grave crise humanitária, com milhões de refugiados forçados a deixar o país.

Enquanto a Ucrânia recebe apoio militar, financeiro e diplomático de países do Ocidente, como Estados Unidos e integrantes da União Europeia, a Rússia é alvo de sanções econômicas impostas por diversas nações. Apesar de tentativas pontuais de negociação ao longo do conflito, até o momento não há uma perspectiva concreta para o encerramento das hostilidades. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

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