A partir de 2026, o Exército Brasileiro deve ganhar novo fôlego orçamentário para ampliar sua capacidade operacional. A exclusão de até R$ 30 bilhões do arcabouço fiscal para despesas militares abriu espaço para a expansão de programas estratégicos que devem concentrar os recursos do chamado PAC Militar.
De acordo com estimativas já divulgadas, a área de defesa deve destinar cerca de R$ 3 bilhões por ano, entre 2026 e 2031, para a modernização de frotas, equipamentos e sistemas. Dentro desse pacote, uma das iniciativas que mais chamam atenção é a incorporação do Centauro II-BR, um blindado de cavalaria média sobre rodas.
O modelo, classificado como viatura blindada 8×8, é equipado com canhão de 120 milímetros e foi escolhido para substituir gradualmente veículos mais antigos do arsenal terrestre. A expectativa é que a nova plataforma aumente significativamente o poder de fogo e a mobilidade das tropas em diferentes tipos de terreno. (continua)
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(segue) A escolha do Centauro II-BR ocorreu em novembro de 2022, quando o Exército selecionou o modelo desenvolvido pela Iveco–Oto Melara (CIO) como parte do processo de renovação da frota de blindados. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o contrato está estimado em cerca de R$ 5 bilhões e inclui não apenas os veículos, mas também tecnologias associadas e suporte logístico.
Dois protótipos já foram entregues para avaliação. O planejamento prevê a incorporação de 96 unidades até 2033, com a destinação inicial de 12 viaturas para o estado de Roraima, reforçando a presença militar na região de fronteira com a Venezuela.
Nos documentos oficiais, o veículo é identificado como Viatura Blindada de Cavalaria Média Sobre Rodas. O nome Centauro II-BR passou a ser adotado após o Exército solicitar adaptações específicas ao modelo original, levando em conta as exigências operacionais brasileiras, como a diversidade de solos e condições ao longo das fronteiras.
Em termos técnicos, o blindado conta com tração 8×8, motor de 720 cavalos de potência e capacidade para disparar munições de alta pressão por meio do canhão de 120 mm. O conjunto inclui ainda sensores avançados de observação, sistemas integrados de comunicação digital e melhorias ergonômicas no interior da viatura.
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(segue) A segurança também é um dos pontos centrais do projeto. A nova frota será equipada com proteção contra minas terrestres, munições cinéticas e artefatos explosivos improvisados (IEDs), ampliando a capacidade de sobrevivência dos militares e a proteção dos sistemas embarcados.
Na prática, o reforço com os novos blindados deve beneficiar missões que exigem resposta rápida, vigilância armada e presença dissuasória em áreas consideradas sensíveis em diferentes regiões do país.
O Centauro II-BR foi concebido ainda para operar de forma integrada a outros projetos estratégicos do Exército, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que reúne radares, sensores, drones e redes de comunicação para ampliar o controle e a vigilância do território nacional.

