China acusa Japão de “ameaça militar inaceitável” após incidente aéreo

direitaonline




A disputa diplomática entre China e Japão avançou mais um degrau nesta semana, depois que Tóquio denunciou que caças chineses teriam acionado seus radares contra aeronaves japonesas.

A reação vinda de Pequim foi imediata e dura. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, classificou a postura japonesa como uma ameaça militar injustificável. Segundo ele, o movimento de Tóquio é “completamente inaceitável”.

O governo japonês considerou o episódio um risco à segurança aérea, enquanto Pequim devolveu a acusação alegando que o Japão tem se aproximado repetidamente de operações militares chinesas. Segundo o lado chinês, tratava-se de um exercício previamente divulgado na região a leste do Estreito de Miyako. (continua)

Uber para empresas: uma plataforma que permite que empresas gerenciem viagens, refeições e entregas para funcionários e clientes. Saiba como funciona!




(segue) A relação bilateral já vinha se deteriorando desde que a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que o Japão poderia intervir em um eventual conflito envolvendo Taiwan, caso a ameaça chinesa se estendesse ao território japonês.

Durante conversa com o ministro alemão Johann Wadephul, em Pequim, Wang Yi argumentou que o momento é simbólico, já que o ano marca oito décadas do fim da Segunda Guerra Mundial.

Ele disse que o Japão, “como nação derrotada”, deveria agir com moderação. No entanto, segundo Wang, a atual liderança japonesa está tentando “explorar a questão de Taiwan […] para provocar problemas e ameaçar militarmente a China. Isso é completamente inaceitável”.




Wang também criticou declarações recentes da premiê japonesa sobre cenários envolvendo Taiwan. Para ele, o status da ilha como parte da China é definitivo e “inequivocamente e irreversivelmente confirmado por uma série de fatos históricos e jurídicos incontestáveis”.

A resposta de Taipei foi imediata. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hsiao Kuang-wei, afirmou que Taiwan “absolutamente não faz parte” da República Popular da China e ressaltou que o país “nunca foi governado por ela”. Ele reforçou que somente o governo democraticamente eleito de Taiwan pode representar os 23 milhões de habitantes da ilha. (continua)

Veja também!
Defesa deve pedir prisão humanitária a Bolsonaro ainda hoje (9); Saiba detalhes

Grave: Anvisa identifica irregularidades em dois terços dos suplementos vendidos no Brasil

(segue) Tóquio também confrontou a versão chinesa sobre o incidente do fim de semana. O secretário-chefe do Gabinete japonês, Minoru Kihara, declarou que “a iluminação intermitente de feixes de radar é um ato perigoso que ultrapassa os limites da segurança e do necessário”.

Ele evitou confirmar reportagens da imprensa que afirmam que a China não teria respondido aos chamados pela linha direta criada entre os dois países em 2018.




Com novas acusações cruzadas, a crise entre China e Japão ganha contornos cada vez mais sensíveis, especialmente diante da crescente tensão envolvendo Taiwan — ponto central das divergências atuais. (Foto: FreePik; Fonte: CNN)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Silvio Navarro é desligado da Revista Oeste; Saiba detalhes

O jornalista Silvio Navarro comunicou nesta terça-feira (9), por meio de suas redes sociais, que não faz mais parte da equipe da Revista Oeste. Ele integrava o projeto desde a sua criação, há cinco anos, e afirmou ter sido informado do desligamento. Em sua publicação, Navarro escreveu sem dar muitos […]