A Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, foi alvo de um roubo na manhã deste domingo (7), quando dois homens armados entraram no local por volta das 10h e levaram obras de arte pertencentes à exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”. A reportagem é da Folha de SP.
Segundo a gestão municipal, os ladrões fugiram com oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari, entre elas peças da série “Menino de Engenho”.
A ação começou quando um dos criminosos mostrou a arma escondida sob a blusa para uma segurança desarmada. Ela foi conduzida a uma sala e obrigada a entregar o rádio e o celular. Enquanto isso, o comparsa retirou os quadros das paredes. (continua)
Uber para empresas: uma plataforma que permite que empresas gerenciem viagens, refeições e entregas para funcionários e clientes. Saiba como funciona!
(segue) Sem disparos e sem feridos, a dupla ainda alcançou a área superior da biblioteca, onde estavam outros documentos da mostra, colocou tudo em uma sacola de lona e saiu pela porta principal em direção ao metrô Anhangabaú.
Uma testemunha descreveu os suspeitos: um vestia camisa vermelha e jeans gasto; o outro usava moletom azul, boné azul e calça jeans.
No momento da ação, o prédio estava aberto ao público, inclusive para um casal de idosos que foi rendido pelos assaltantes.
A Secretaria de Cultura informou que todas as obras estavam seguradas e que o material de segurança — câmeras e registros internos — já foi repassado à polícia. O entorno da biblioteca teve o policiamento reforçado.
Especialistas destacam que parte dos itens levados integra o conjunto de colagens do álbum “Jazz”, publicado em 1947, considerado extremamente raro devido ao baixo número de exemplares existentes no mundo.
Fundada em 1925 e instalada desde 1942 no edifício projetado por Jacques Pilon, a Mário de Andrade é a segunda maior biblioteca pública do Brasil, reunindo cerca de 1,5 milhão de peças entre livros, documentos, mapas e coleções especiais.



