Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (3) que apresentou ao presidente norte-americano Donald Trump uma proposta de ação conjunta contra o crime organizado baseada no compartilhamento de informações e no uso de tecnologia, sem recorrer ao emprego de armas.
A declaração foi feita um dia após o telefonema entre os dois, que tratou principalmente de cooperação no enfrentamento a facções criminosas e redes de lavagem de dinheiro.
Durante entrevista à TV Verdes Mares, no Ceará, Lula reforçou que a estratégia defendida ao republicano prioriza ‘inteligência integrada’ entre diferentes países. (continua)
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“Vamos utilizar a inteligência que nós temos, dos países que fazem fronteira com o Brasil, dos EUA, e de outras partes do mundo, para que a gente possa jogar todo o peso do mundo para derrotar as facções criminosas, o narcotráfico, e tantas outras coisas ilícitas”, afirmou.
Em seguida, insistiu que a repressão pode avançar sem medidas bélicas: “A gente não precisa utilizar arma, podemos usar inteligência para acabar com o narcotráfico e o crime organizado”.
Segundo auxiliares do Planalto, ao levar diretamente a Trump propostas de cooperação no combate ao crime e à lavagem de dinheiro, Lula tenta reforçar a imagem de que o Brasil dispõe de instrumentos sólidos para atuar contra irregularidades, contradizendo argumentos da oposição.
Líderes de direita têm pressionado pela classificação de facções como PCC e Comando Vermelho na categoria de organizações terroristas — medida que, segundo o governo, poderia gerar ‘consequências jurídicas’ e ‘diplomáticas’ amplas.
Integrantes da equipe presidencial lembram que enquadrar grupos criminosos como terroristas é uma das principais justificativas utilizadas para sustentar eventual intervenção ou operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
Por isso, a diplomacia brasileira vê risco de que qualquer mudança na legislação interna abra precedentes para ações unilaterais no futuro. E mais: CPMI do INSS tem atualizações sobre filho de Lula. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: Folha de SP)

