Anvisa bloqueia venda de dois produtos irregulares e determina recolhimento imediato

direitaonline




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição imediata da comercialização de dois produtos considerados irregulares e ordenou o recolhimento urgente de ambos em todo o território nacional.

A decisão atinge o óleo de Avestruz Gold Green, ligado à empresa Nutri Gyn Produtos Naturais Ltda., e um suplemento de vitaminas E e C com extrato natural de aloe vera, fabricado pela NS Produtos Naturais Ltda.

No caso do suplemento, o veto ocorreu porque a aloe vera — conhecida popularmente como babosa — não é autorizada para uso em suplementos alimentares no Brasil. Além disso, o rótulo do produto não informa a procedência, o que reforça a irregularidade.

A Anvisa informou que o óleo de Avestruz Gold Green está proibido de ser fabricado, distribuído, comercializado, divulgado e consumido.

A medida foi adotada depois que a empresa Alemed Nutracêutica Indústria e Comércio Eirelli, citada no rótulo como fabricante, comunicou à agência que não produz o item e denunciou a existência de falsificação. O produto vinculado ao CNPJ da Nutri Gyn deve ser retirado de circulação em todo o país.

Sobre o suplemento da NS Produtos Naturais Ltda., a agência ressaltou que a presença de aloe vera caracteriza infração sanitária. Conforme nota técnica de 2011, alimentos e bebidas à base de babosa carregam substâncias como antraceno e antraquinona, classificadas como mutagênicas, capazes de provocar alterações genéticas em células humanas.

A Anvisa explica que a planta pode gerar compostos potencialmente tóxicos, associados tanto a efeitos imediatos quanto a danos de longo prazo, muitas vezes silenciosos e capazes de evoluir para quadros clínicos graves e até fatais.

A agência afirmou que as ações de fiscalização já estão em andamento, e ambos os produtos devem ser retirados das prateleiras.

A Anvisa mantém uma plataforma que centraliza informações sobre itens alvo de medidas sanitárias — como suspensão, cancelamento ou falsificação. A ferramenta, acessível pelo portal da agência, permite que consumidores e empresas identifiquem rapidamente se um produto está regularizado.

Para usar o sistema, basta:

Pesquisar o produto inserindo o nome ou número de registro no campo correspondente.

Selecionar a categoria, como “Medicamento”, “Alimento” ou “Cosmético”.

Definir o período da busca (opcional), inserindo datas no filtro de publicação.

Escolher o status desejado, como “Somente Irregulares” ou “Somente Falsificados”.

Confirmar a consulta, clicando em “Consultar”.

Se o item pesquisado estiver submetido a alguma medida cautelar, a resolução aparecerá detalhando o motivo da irregularidade. E mais: Flávio revela se houve ou não acordo com Motta e Alcolumbre por votação da Anistia; Assista (Foto: EBC; Fonte: Diário do Nordeste)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Moraes manda PF fiscalizar marmitas de Bolsonaro

Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal passe a fiscalizar, registrar e documentar todo o conteúdo das marmitas entregues ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O despacho foi publicado nessa segunda-feira (1) e inclui novas regras sobre o envio de alimentação externa e o acesso de […]