Conar adverte Nivea por propaganda de hidratante

direitaonline




O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) recomendou que a Nivea suspenda a divulgação de um anúncio que apresentava seu produto como o “melhor hidratante do Brasil”.

A representação contra a marca foi feita por uma concorrente, que apontou que a campanha atribuía ao produto superioridade absoluta sem respaldo em informações objetivas e verificáveis. Após a denúncia, houve uma tentativa de conciliação, mas as partes não chegaram a um acordo.

Em defesa, a Nivea apresentou um estudo clínico e uma pesquisa de opinião, afirmando que esses dados sustentavam a mensagem publicitária. A empresa argumentou ainda que a reclamante não seria concorrente direta e que havia incluído nos anúncios informações sobre os estudos mencionados.

O relator do caso, entretanto, considerou que os documentos apresentados não justificam uma afirmação tão categórica e que a inclusão de avisos adicionais não elimina os problemas éticos da campanha.

No voto, foi recomendada a sustação das peças publicitárias, e os demais conselheiros aprovaram por unanimidade a aplicação de uma advertência à Nivea. A decisão ainda pode ser recorrida pela empresa.

A empresa
Nivea é uma marca da Beiersdorf AG, empresa com sede em Hamburgo, Alemanha, que atua no mercado internacional de cuidados com a pele.

A companhia foi fundada em 28 de março de 1882 pelo farmacêutico Paul Carl Beiersdorf. Em 1900, passou a ser controlada por Oscar Troplowitz, o químico Isaac Lifschütz e o dermatologista Paul Gerson Unna.

Em 1911, eles lançaram o primeiro creme hidratante da história, criado a partir de uma mistura inovadora de óleo e água, extremamente fina e estável. Essa fórmula revolucionária, conhecida como Eucerit, deu origem ao Nivea Creme, a primeira emulsão estável desse tipo.

O nome Nivea é inspirado na própria aparência do creme: sua cor branca como a neve remete às palavras latinas “nix, nivis”, que significam neve. Assim, a tradução literal do nome seria “neve branca”.

E mais – Finanças




O Banco Central informou que R$ 10,69 bilhões em ‘dinheiro esquecido’ ainda estão disponíveis para restituição a brasileiros e empresas, sendo R$ 8,08 bilhões de pessoas físicas e R$ 2,61 bilhões de pessoas jurídicas. Ao todo, 48 milhões de cidadãos e 4,6 milhões de empresas têm valores a receber. Clique AQUI para ver.

O Itaú Unibanco apresentou uma proposta de compensação aos mais de mil funcionários desligados em setembro, que atuavam em home office ou regime híbrido. Clique AQUI para ver.

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Moraes retira advogado de Filipe Martins de processo do 'suposto golpe'

Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar os advogados de Marcelo Costa Câmara e Filipe G. Martins, ex-assessores do ex-presidente Bolsonaro (PL), que são réus na ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. A medida foi adotada após o ministro entender que houve tentativa […]