O jornalista Paulo Figueiredo, radicado nos Estados Unidos e aliado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nesta quarta-feira (10), direcionou elogios ao ministro Luiz Fux, destacando que seu voto contraria pontos centrais da posição defendida pelo relator Alexandre de Moraes.
Em suas redes sociais, Figueiredo disse que a repercussão foi imediata no meio político norte-americano. “O que nos chamou a atenção nos EUA foi que Fux está corroborando a decisão do governo americano de sancionar Alexandre de Moraes. Ele diz textualmente em seu voto que houve violação de direitos humanos no processo”, afirmou.
Segundo ele, o voto de Fux teria reconhecido riscos de o Supremo se transformar em um “tribunal de exceção”. Figueiredo destacou ainda que a postura do ministro se diferencia dos demais colegas:
“A diferença do voto do ministro Fux para os demais está inclusive no nível intelectual. A diferença entre um discurso político e uma tese jurídica. Não há como negar que Fux honra a toga”, publicou.
O apresentador, que mantém articulação com o governo de Donald Trump, voltou a sustentar que Moraes deve ser incluído na lista de sancionados pelo Global Magnitsky Act, lei americana que prevê punições a autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos. Ele afirmou que os demais ministros do STF também correm risco de sofrer as mesmas medidas, à exceção de Fux.
“Circula uma inversão de causa e efeito típica de mentes limitadas: Fux não diverge dos tiranos por medo de sanção dos EUA. Ora, ele não foi sancionado juntamente dos colegas porque já havia a percepção de que seu posicionamento era divergente”, escreveu Figueiredo.
Em outra publicação, acrescentou: “Fux diz que os colegas violam a Declaração Universal dos Direitos do Homem — ora, é exatamente por isso que Alexandre foi sancionado sob o Global Magnitsky Act. E os demais também serão”. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Folha de SP)

