O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a criticar os Estados Unidos e pediu, nesta sexta-feira (5), que Washington encerre o que chamou de ameaças ao território venezuelano. As tensões começaram em 20 de agosto, quando o governo Donald Trump anunciou o deslocamento de três navios de guerra para o mar do Caribe com o intuito de combater cartéis de drogas.
Em pronunciamento a milicianos em Caracas, Maduro declarou que os norte-americanos buscam promover uma “mudança violenta de regime” no país e advertiu que a escalada das diferenças poderia resultar em um “conflito militar de grande impacto”. Apesar das críticas, o chavista afirmou que mantém respeito pessoal pelo presidente dos EUA.
“O governo dos Estados Unidos deve abandonar seu plano de mudança violenta de regime na Venezuela e em toda a América Latina e o Caribe e respeitar a soberania, o direito à paz, à independência. Eu o respeito [Trump]. Nenhuma das diferenças que tivemos e continuamos a ter poderia levar a um conflito militar de grande impacto ou à violência na América do Sul. Não há justificativa para isso”, disse.
O clima de hostilidade aumentou após Trump autorizar as Forças Armadas americanas a abater aeronaves venezuelanas e enviar caças F-35 para Porto Rico.
Além disso, Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura de Maduro, acusado de envolvimento com narcotráfico.
Dias antes, o presidente venezuelano havia denunciado que os EUA posicionaram 1.200 mísseis navais contra seu país e mobilizaram também um submarino próximo ao litoral.
Ele classificou a operação como “a maior ameaça já vista” no continente “nos últimos 100 anos”, descrevendo a ofensiva militar como “uma ameaça extravagante, injustificável, imoral e absolutamente criminosa, sangrenta”. (Foto: redes sociais; Fonte: Poder360)

