Chilli Beans não negocia mais em dólar com a China

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Pela primeira vez em quase três décadas de história, o fundador e CEO Caito Maia decidiu negociar diretamente com seus fornecedores chineses usando o renminbi, moeda oficial da China — uma mudança que, segundo ele, veio para ficar.

“De forma alguma é uma estratégia pontual. Queremos continuar mantendo esta prática. A ideia é que o uso do dólar não volte nunca mais”, afirmou Maia.

A transição para o yuan trouxe vantagens expressivas, especialmente no câmbio. Maia explica que a reavaliação de rotas, provocada pelo cenário econômico global, permitiu ganhos que tornaram a Chilli Beans ainda mais competitiva.

“A ideia é que o uso do dólar não volte nunca mais e que façamos todas as transições diretamente com a China: em termos de moeda, compra, comércio, tudo”, reforçou.

O relacionamento com o mercado chinês, no entanto, não é recente. “Nossa parceria com a China não é de hoje. Há 30 anos nós somos ‘apadrinhados’ pelo mercado chinês: fomos levados para lá, apresentados para as fábricas e temos os mesmos parceiros há 25 anos. É uma relação comercial extremamente ganha-ganha, saudável, ética e bacana com o país. A Chilli Beans está onde está porque a China nos ajudou e acreditou em nós”, disse.

Além de reforçar os laços comerciais com Pequim, a empresa amplia sua presença no continente asiático, já contando com 10 lojas na Indonésia, país que se tornou prioridade na estratégia de expansão. “Já estamos na Indonésia, com 10 pontos espalhados pelo país e vamos colocar energia nessa expansão”, adiantou o CEO.

A meta é alcançar 3.200 lojas em cinco anos. A empresa tem faturamento anual de R$ 1,4 bilhão. Para ele, o segredo para prosperar em um mercado tão competitivo vai além de seguir tendências:

“Não se contente em fazer o que todo mundo faz. Tenha coragem. Tenha atitude. Faça diferente. É assim que você se destaca no mercado”, concluiu no podcast ‘De Frente com CEO’, da Exame. (Foto: redes sociais; Fonte: Exame)

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