Empresa do agro brasileiro se prepara para chegar na Argentina

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A Kepler Weber, fabricante brasileira de soluções para armazenagem e secagem de grãos, anunciou que vai abrir um escritório próprio na Argentina. A decisão foi tomada após uma visita da equipe comercial, acompanhada pelo CEO Bernardo Osborn Nogueira, a clientes do país vizinho.

O objetivo é expandir a atuação no mercado argentino, que já mostra sinais de recuperação econômica e estabilidade cambial, segundo o executivo.

A empresa pretende que, em até três anos, o país represente entre 10% e 15% do faturamento global. Em 2024, a receita da companhia foi de R$ 1,6 bilhão.

“A Argentina combina dois fatores interessantes: expectativa de melhora econômica e um enorme potencial agrícola, com solos férteis, logística eficiente e tradição exportadora”, afirmou Nogueira. “O país passou por um longo período de defasagem em investimentos, especialmente na última década, e isso cria um cenário de ‘catch up’ tecnológico”.

Hoje, a Kepler atua na Argentina por meio de dois representantes, mas quer consolidar presença direta para atender melhor grandes agroindústrias e ampliar a oferta de peças e serviços de reposição.

A empresa destaca a proximidade geográfica — com uma fábrica em Panambi (RS), a cerca de 200 km da fronteira — e os benefícios do Mercosul como fatores que aumentam a competitividade.

“Passamos de zero faturamento em 2020 para disputar em 2025 o posto de principal mercado externo da companhia”, disse.

A empresa também avalia adaptar produtos às especificidades técnicas do mercado argentino, como o uso de gás nos secadores e demandas específicas da cultura do arroz. Segundo o CEO, o modelo do novo escritório ainda será definido, assim como o tamanho do investimento. Os representantes comerciais que atuam no país continuarão integrados à operação.

Apesar do otimismo, a Kepler reconhece que a continuidade da abertura econômica e a manutenção da estabilidade cambial serão decisivas para a efetivação da estratégia. Se houver um retrocesso no acesso ao mercado externo, a empresa pode rever a decisão. (Foto: divulgação; Fonte: Globo Rural)

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