A Âmbar, empresa do grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, apresentou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) um plano para assumir o controle da Amazonas Energia. Este movimento segue a publicação de uma Medida Provisória (MP) que favorece tanto a distribuidora no Norte do país quanto a nova aquisição do grupo J&F. A reportagem é da Folha de SP.
A MP, assinada em 12 de junho, permite transferir para todos os consumidores brasileiros o custo da energia gerada por termelétricas locais, que antes era pago pela Amazonas Energia. Essas usinas foram compradas pela Âmbar em 9 de junho, poucos dias antes da medida ser assinada.
A MP também flexibiliza as obrigações contratuais da distribuidora, e permite que as perdas com o alto furto de energia no estado sejam repassadas a todo o Brasil. Isso dá à empresa a oportunidade de obter lucro duplo se conseguir reduzir ou eliminar os roubos.
Representantes do setor afirmam que a MP era necessária para resolver os problemas da distribuidora e evitar um colapso no fornecimento de energia no Amazonas. No entanto, a medida foi criticada por permitir a transferência dos custos aos consumidores do Sistema Interligado Nacional, onerando todos os brasileiros.
Outra seção da MP facilita a conversão dos contratos de termelétricas em contratos de energia de reserva, que são financiados por todos os consumidores do país. Até agora, a Amazonas Energia pagava pela energia fornecida pelas térmicas e era parcialmente ressarcida pela Conta de Consumo de Combustível (CCC), um dos componentes dos subsídios pagos por todos os consumidores do mercado regulado.
Em resumo, a Âmbar pretende assumir o controle da Amazonas Energia, aproveitando as vantagens oferecidas pela nova MP, que redistribui os custos de produção de energia entre todos os consumidores brasileiros e flexibiliza as obrigações contratuais da distribuidora. Isso gerou críticas por potencialmente aumentar a conta de luz para os consumidores do país inteiro. E mais: MapBiomas: área atingida por queimadas mais que dobra no 1º semestre. Clique AQUI para ver. (Fonte: Folha de SP; Fonte: Iara Morselli e Marina Malheiros/Divulgação CNN Brasil)

