Mais de 5 mil militares da Marinha querem deixar carreira

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Dados obtidos pela Revista Sociedade Militar revelam que mais de 5 mil integrantes da Marinha do Brasil e do Corpo de Fuzileiros Navais manifestaram, entre 2025 e o início de 2026, a intenção de prestar concursos públicos ou solicitar baixa da instituição.

O movimento envolve tanto praças da base quanto oficiais intermediários, apontando um fenômeno relevante dentro das forças.

Formar um militar de carreira requer anos de investimento em treinamento, mas o desligamento pode ocorrer rapidamente por meio de requerimento administrativo.

Os números mais recentes indicam que a demanda para deixar a corporação pode ser maior do que se imaginava, em um contexto de reajuste salarial de 9% parcelado em duas etapas e discussões sobre atratividade da carreira, dedicação exclusiva e comparações com outros cargos públicos.

Na Armada, 2.311 praças e 144 oficiais declararam intenção de prestar concursos públicos em 2025, totalizando 2.455 militares. Entre as praças, o movimento se concentra principalmente em cabos (950), marinheiros (645) e terceiros-sargentos (629).

Entre os oficiais, os maiores volumes aparecem entre capitães-tenentes (82) e primeiros-tenentes (46), seguidos por capitães de corveta (10), mostrando que a evasão não atinge apenas a base, mas também oficiais subalternos e intermediários.

No Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais (CFN), 2.217 militares informaram intenção de disputar concursos públicos em 2025. Desses, 202 já possuíam estabilidade, incluindo 3 capitães-tenentes, 1 primeiro-tenente, 2 primeiros-sargentos, 39 segundos-sargentos e 157 terceiros-sargentos. Os demais 2.015 ainda não tinham estabilidade, com 416 cabos e 1.599 soldados.

Somando Armada e CFN, 4.672 militares de carreira registraram oficialmente a intenção de buscar concursos públicos em apenas um ano. Desse total, 864 deixaram formalmente o serviço ativo em 2025, cerca de 18,5% dos que haviam sinalizado intenção de sair.

O perfil das baixas indica que o movimento é mais intenso entre cabos, marinheiros e soldados, mas também atinge oficiais intermediários e subalternos, especialmente capitães-tenentes e tenentes, evidenciando um desafio para retenção de profissionais na instituição. E mais: Governo Lula decreta situação de emergência no nordeste. Clique AQUI para ver. (Foto: Marinha; Fonte: Sociedade Militar)

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