O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu neste sábado (7) chefes de Estado latino‑americanos em Doral, na Flórida, para a primeira “reunião de cúpula” de um novo grupo político que ele criou — o Escudo das Américas.
Luiz Inácio Lula da Silva não foi convidado para o encontro, que acontece no resort e campo de golfe de propriedade de Trump.
O governo americano descreve os participantes como seus “mais fortes aliados com os mesmos ideais em nosso hemisfério” e afirma que o propósito do bloco é “promover a liberdade, a segurança e a prosperidade em nossa região”.
Segundo a Casa Branca, “essa coalizão histórica de nações trabalhará em conjunto para promover estratégias que impeçam a interferência estrangeira no nosso hemisfério, as gangues e cartéis criminosos”.
Participam da reunião líderes considerados ideologicamente alinhados com Washington, entre eles presidentes como Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador — além de outros chefes de Estado e representantes de países da América Central, do Caribe e da América do Sul.
Também ficaram de fora outros mandatários de esquerda do continente, como Claudia Sheinbaum, do México, Gustavo Petro, da Colômbia, e Delcy Rodríguez, da Venezuela.
A agenda da cúpula inclui a assinatura da chamada “Carta de Doral”, um documento que busca “afirmar o direito dos povos de nosso hemisfério de definir nosso destino livres de interferência”, segundo os anfitriões.
Analistas veem a iniciativa como uma tentativa de reforçar a influência dos EUA na América Latina e conter a aproximação de países da região com potências como a China.
Estão previstas ainda discussões sobre cooperação em segurança, combate ao tráfico de drogas e questões migratórias, dentro dos objetivos declarados do novo grupo. E mais: Datafolha: Lula derrete, Flávio dispara e empata tecnicamente com petista. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: G1)
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