Trump corta relações com Giorgia Meloni, premier da Itália

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, protagonizaram uma nova troca de acusações em redes sociais, elevando a tensão diplomática entre os dois países.

Em publicação na Truth Social, Trump afirmou: “Giorgia Meloni está com baixa popularidade na Itália e agora, depois que os Estados Unidos derrotaram militarmente o Irã, ela quer voltar a ser nossa amiga para melhorar sua popularidade . Não, obrigado!!! “. Ele ainda disse em entrevista anterior: “Ela me pediu várias vezes para tirar uma foto comigo .”

O ex-presidente também acusou restrições militares impostas pela Itália durante operações dos EUA: “Ela nem sequer nos deixou usar as pistas italianas, causando uma significativa interrupção logística, apesar dos Estados Unidos contribuírem com centenas de bilhões de dólares anualmente para a defesa da Itália e de outros ‘supostos’ aliados da OTAN. Agora, depois que os Estados Unidos derrotaram militarmente o Irã, ela quer ser amiga novamente”.

E concluiu: “Agora, depois que os Estados Unidos derrotaram militarmente o Irã, eles querem ser amigos novamente para aumentar seus ‘números’. Não, obrigado!!!”

A resposta de Meloni foi imediata. A premiê declarou: “Presidente Trump, esses ataques constantes e sem motivo são absurdos. Quanto à minha popularidade, ser sua amiga certamente não ajudou, nem depende da minha relação com você. Minha popularidade depende da minha capacidade de defender os interesses nacionais da Itália, e é exatamente isso que sempre fiz. Foi o que também fiz em relação às bases militares americanas na Itália. O uso delas é regido por acordos que sempre respeitamos e que não podem ser violados enquanto eu for primeira-ministra. A Itália continua sendo uma nação soberana. De qualquer forma, minha popularidade não é da sua conta. Sugiro que você se concentre na sua.”

Ela ainda acrescentou: “Minha resposta à última publicação de Donald Trump sobre mim. Mas não voltarei ao assunto, porque ainda acredito na unidade do Ocidente e não acho que este seja um espetáculo à altura da nossa tarefa.”

Antes disso, em vídeo publicado nas redes sociais, Meloni já havia reagido: “Estou chocada. A Itália e eu nunca imploramos. É uma pena que ela não tenha a mesma determinação com os inimigos do Ocidente.”

O episódio provocou reações dentro do governo italiano. O vice-primeiro-ministro Antonio Tajani cancelou compromissos internacionais após a escalada da crise, enquanto o presidente Sergio Mattarella manteve contato direto com a premiê.

Outro vice-premiê, Matteo Salvini, tentou reduzir o tom da crise: “É evidente que essas são palavras gratuitas, inúteis e desagradáveis, mas não há guerra entre a Itália e os Estados Unidos”.

Ele acrescentou: “Já existem guerras demais, e espero que os Estados Unidos nos ajudem a pôr fim a algumas delas, já que mesmo no Irã me parece que as coisas não estão indo muito bem…”.

E completou: “Enquanto os confrontos continuam no Irã, Líbano, Israel, Ucrânia e Rússia, acredito que a maior potência mundial deveria concentrar sua atenção nessas frentes de guerra e em nenhum outro lugar”. E mais: Cuba capitalista? Ilha aprova abertura da economia após 70 anos. Clique AQUI para ver.

 

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