Atacar Cuba? Trump se pronuncia sobre ação militar no país

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) que Cuba será o próximo alvo militar do país no cenário internacional.

A declaração foi feita durante um evento ligado a investimentos sauditas realizado em Miami, onde o republicano destacou ações recentes em outros países.

Ao comentar operações conduzidas anteriormente, Trump avaliou como positivas as investidas contra a Venezuela e o Irã. Em meio ao discurso, declarou de forma direta: “Cuba é a próxima”.

Em seguida, em tom descontraído, pediu a jornalistas que “ignorarem o comentário”, mas voltou a repetir a frase logo depois.

Grande parte da fala do presidente foi dedicada ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A guerra, que completa um mês neste sábado (28), já deixou milhares de mortos e provocou impactos relevantes no Oriente Médio, além de reflexos na economia global, especialmente com a alta do petróleo após o fechamento do estreito de Hormuz.

Durante o evento, Trump também afirmou que o governo iraniano estaria em negociação. “Eles estão negociando”, disse ao público. Em outro momento, fez comentários irônicos sobre a liderança do país, afirmando que o Irã seria o “único país que ninguém quer governar” por receio de ações militares americanas.

Trump ainda declarou que não vê mais necessidade de manter apoio à Otan, argumentando que a aliança não participou diretamente das ações militares contra o Irã.

A possibilidade de uma ofensiva contra Cuba não é recente. “Ouvi minha vida toda sobre os Estados Unidos e Cuba. ‘Quando é que os EUA vão fazer isso?’. Eu realmente acredito que terei a honra de tomar Cuba”, declarou anteriormente no Salão Oval da Casa Branca.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm sanções severas contra o país caribenho, o que agravou a crise energética local. Cuba vinha dependendo do fornecimento de petróleo da Venezuela, fluxo interrompido após mudanças políticas no país sul-americano.

Diante da escalada de tensões, autoridades cubanas afirmaram que o país acompanha o cenário com cautela. O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossio, declarou recentemente que o país está preparado para um eventual conflito, embora espere evitar esse desfecho.

“Nosso Exército sempre está preparado. E, de fato, nestes dias se prepara para a possibilidade de uma agressão militar”, afirmou. “Esperamos de verdade que isso não aconteça.” (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

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