O Governo do Estado de São Paulo informou que o processo de reassentamento de moradores da Favela do Moinho já ultrapassou a marca de 800 mudanças.
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) concluiu mais cinco transferências, elevando o total para 802, entre famílias e estabelecimentos comerciais.
De acordo com o balanço oficial, esse número representa mais de 90% dos cerca de 880 núcleos familiares cadastrados na comunidade. O processo de transferência começou em abril e integra o Casa Paulista, apontado pelo governo estadual como o maior programa habitacional da história de São Paulo.
Ainda restam aproximadamente 100 mudanças para que o plano seja finalizado. A expectativa é concluir o reassentamento completo das famílias nos próximos meses.
Apesar de a maior parte das mudanças ter ocorrido ao longo de 2025, o trabalho de preparação começou antes. Em setembro do ano anterior, equipes da CDHU realizaram um levantamento detalhado na comunidade para identificar moradores e condições das habitações.
O cadastramento incluiu entrevistas sociais com as famílias, análise da composição familiar, renda e condições socioeconômicas, além do mapeamento de moradias em situação de risco ou com problemas graves de insalubridade.
Com a retirada dos moradores praticamente concluída, o terreno onde ficava a Favela do Moinho deverá receber novos equipamentos públicos. O projeto prevê a implantação de um parque urbano e a construção de uma nova estação ferroviária.
As obras fazem parte de um conjunto de iniciativas voltadas à requalificação da região central da cidade de São Paulo, em parceria entre o governo estadual e a prefeitura.
A Favela do Moinho, um lugar que era usado para armazenar as drogas que alimentavam a Cracolândia, onde moradores eram feitos de escudo pelo crime e viviam em condições desumanas, será transformada no Parque do Moinho: um espaço público de lazer, convivência e natureza no coração… pic.twitter.com/WJ82vlfsQe
— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) March 7, 2026

