STF vive clima de ‘barata voa’ após o resultado das eleições

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A jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirmou que o resultado das eleições provocou mudanças no ambiente interno do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante participação no Jornal da Globo News, ela avaliou que ministros da Corte estariam revendo suas estratégias diante do fortalecimento de grupos políticos que defendem mudanças no funcionamento do tribunal e o impeachment de integrantes do Supremo.

Segundo Malu, decisões recentes indicariam uma tentativa de aproximação com setores da direita que ganharam força nas urnas.

A jornalista relacionou esse movimento à disputa em torno da dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e às decisões de Alexandre de Moraes envolvendo Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom.

Malu lembrou que Moraes havia negado nove pedidos para a progressão de regime da condenada antes de tomar uma decisão favorável.

De acordo com a jornalista, em uma das negativas, o ministro argumentou que ainda não havia uma definição sobre a chamada dosimetria, projeto que prevê mudanças no cálculo das penas aplicadas a condenados por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.

Malu também destacou o avanço de parlamentares de direita e de senadores que fizeram campanha defendendo o impeachment de ministros do STF. Segundo ela, esse cenário teria aumentado a preocupação dentro da Corte, especialmente em relação a Alexandre de Moraes, que poderia se tornar alvo de um processo no Senado.

Na avaliação da jornalista, parte dos ministros estaria tentando construir pontes com os novos grupos de poder para preservar suas posições. Ela resumiu essa possível estratégia como uma tentativa de estabelecer uma relação de reciprocidade: “se você me preservar eu te preservo”.

Outro episódio citado por Malu foi uma reunião reservada de Moraes com integrantes da cúpula da Polícia Federal. A jornalista questionou a natureza do encontro e afirmou que a reunião deveria ser considerada em uma eventual apuração no Senado.

Ao comentar a possibilidade de uma combinação de versões, reconheceu que estava fazendo uma ilação, mas sustentou que o caráter reservado do encontro levantava questionamentos institucionais.

 

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