Segurança é preso durante investigação da morte de empresário em Interlagos

direitaonline

Durante a operação realizada nesta quinta-feira (18), policiais civis prenderam em flagrante, dentro de sua residência, um homem de 45 anos no caso do assassinato do empresário Adalberto Amarilio Júnior, de 35 anos. O corpo da vítima foi encontrado em um buraco nas imediações do Autódromo de Interlagos, na zona sul da cidade de São Paulo.

Leandro Thallis, segurança e lutador de jiu-jitsu com antecedentes por furto e ameaça, foi detido por posse ilegal de munição. Em sua casa, os agentes encontraram 21 cartuchos de calibre 38. Ele não soube justificar a origem das munições, mas pagou fiança de R$ 1.800 e foi liberado horas depois.

Segundo a Polícia Civil, Thallis atuava como líder da equipe de segurança no dia do desaparecimento de Adalberto e era responsável por supervisionar uma área estratégica que o empresário possivelmente tentou acessar ao buscar seu veículo no estacionamento do autódromo. O fato de Leandro ter faltado ao trabalho no dia seguinte ao desaparecimento da vítima acendeu um alerta entre os investigadores.

Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, a polícia recolheu sete celulares e cinco computadores. Os alvos incluíam Leandro, três outros profissionais de segurança vinculados à empresa contratada para o evento e um representante da própria empresa. Um dos seguranças ainda não foi localizado.

Os objetos apreendidos estão sendo periciados, e as análises já começaram. A Polícia Civil suspeita de inconsistências na lista de funcionários enviada pela empresa.

Dois nomes, incluindo o de Leandro Thallis, estariam ausentes, mesmo com relatos de colegas apontando sua atuação no dia dos fatos. O delegado Osvaldo Nico, secretário-adjunto de Segurança Pública de São Paulo, afirmou que será apurado se houve omissão deliberada por parte da empresa.

Quatro pessoas foram levadas à delegacia nesta quinta. Entre elas, o representante da empresa de segurança, que, orientado pelo advogado, optou por não prestar depoimento até ter acesso ao conteúdo do inquérito. Os demais conduzidos eram integrantes da equipe de vigilância do evento.

A principal linha investigativa indica que o crime possa ter sido cometido por seguranças, embora a motivação ainda não tenha sido definida. Um dos obstáculos para o avanço da apuração é a ausência de câmeras de vigilância na área onde o corpo foi localizado.

Além disso, celulares entregues pelos envolvidos estavam com todos os dados apagados, o que causou estranhamento à equipe responsável pelo caso. (Foto: reprodução redes sociais; Fonte: UOL)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Van Hattem se emociona, diz que ditadura no Brasil escalou e faz apelo

A tensão entre os Poderes ganhou novo capítulo nesta sexta-feira (18), após Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar medidas restritivas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão provocou forte reação do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), que usou as redes sociais para denunciar um avanço […]