Saúde de Bolsonaro preocupa Ministros do STF, revela colunista

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Condenado a 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

No entanto, segundo reportagem de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a considerar que o isolamento em uma cela pode agravar seu estado de saúde, abrindo espaço para uma possível prisão domiciliar.

O tema é tratado como delicado nos bastidores da Corte, já que qualquer risco à vida do ex-presidente é visto como explosivo, com potencial para gerar consequências políticas imprevisíveis. Bolsonaro já passou por várias cirurgias no sistema digestivo após a facada sofrida em 2018, enfrentou episódios de erisipela e foi submetido à retirada de cálculo renal.

Nesta semana, voltou a ser internado em Brasília após apresentar soluços persistentes, pressão baixa e vômitos. Exames recentes confirmaram ainda um diagnóstico de câncer de pele. A família atribui os problemas de saúde à pressão dos processos judiciais.

“Meu pai já lutou batalhas mais difíceis e venceu. Essa não vai ser diferente. Pode ter certeza que isso é resultado da perseguição incessante desde que Jair Bolsonaro ousou desafiar o sistema de frente e lutar pelo Brasil. Mas quem tem Deus e o povo ao seu lado não teme nada nem ninguém”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais.

A decisão sobre o destino do ex-presidente caberá a Alexandre de Moraes, relator do processo. Ele só deve definir se Bolsonaro será levado a uma cela da Polícia Federal, a uma unidade militar ou autorizado a cumprir pena em regime domiciliar após a conclusão do julgamento, incluindo a análise dos embargos apresentados pela defesa.

Ainda de acordo com a reportagem da Folha, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria articulado um acordo com o STF para garantir prisão domiciliar em troca da derrubada da proposta de anistia. Moraes, porém, negou veementemente a versão.

Em nota à jornalista, afirmou que as informações são “totalmente inverídicas sobre um fantasioso acordo” e reforçou que “o STF não faz acordos. O STF aplica a lei e as sanções devidamente impostas pela Primeira Turma da Corte, após o devido processo legal”. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

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