Em uma nova ofensiva de comunicação nas redes sociais, o Partido Liberal (PL) lançou uma produção audiovisual que utiliza o Carnaval como pano de fundo para criticar a administração de Luiz Inácio Lula da Silva.
O vídeo surge como uma resposta irônica às homenagens que petista e à sua esposa, Janja, receberão na Sapucaí pela escola Acadêmicos de Niterói no próximo domingo (15/02).
Críticas à Segurança e Economia
A peça, que recebeu o nome de “O Samba da Esbanja”, utiliza um samba-enredo satírico para apresentar caricaturas de figuras centrais do governo.
Logo na abertura, uma representação do presidente Lula, caracterizada com adereços de “diabinho”, retoma uma declaração polêmica feita por ele em outubro de 2025: “o traficante é a vítima do usuário”. O personagem ainda completa a provocação sugerindo que a população evite sair de casa para não sofrer assaltos.
A área econômica também é alvo central da sátira. O ministro Fernando Haddad aparece associado ao tradicional “Leão” do Imposto de Renda em um carro alegórico dourado. A letra da paródia foca no consumo digital, mencionando o imposto sobre importações de baixo valor:
“Encheu o carrinho da Shein ou da Shopee? Calma aí que a gente vai ter que repartir”.
O trecho reforça o rótulo de “Taxad”, apelido que opositores costumam utilizar contra o ministro nas redes sociais.
Alvos Políticos e Narrativa de “Ditadura”
Além de Haddad, o vídeo inclui figuras como:
Gleisi Hoffmann (Ministra das Relações Institucionais)
Guilherme Boulos (Secretaria Geral)
Carlos Lupi (Presidente do PDT)
A produção escala o tom crítico ao exibir um carro alegórico composto por bustos de líderes autoritários históricos, como Mao Tsé-Tung, Stalin, Fidel Castro e Kim Jong-un. A narrativa visual sugere a implementação de um regime não democrático no Brasil, finalizando a exibição com um irônico “aplauso ao bandido”.
Histórico de Engajamento Digital
Não é a primeira vez que o PL aposta em vídeos gerados por Inteligência Artificial ou edições satíricas para desgastar a imagem do governo. No começo de 2026, a sigla já havia obtido grande repercussão com o “Big Baixaria Brasil”, uma paródia do reality show da TV Globo que também apelidava pejorativamente os membros do primeiro escalão federal.
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