Saiba quem é o único réu a comparecer a julgamento no STF: ‘pela defesa da honra’

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O único réu a acompanhar presencialmente o primeiro dia do julgamento do chamado plano de golpe nesta terça-feira (2) optou por ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) como gesto de “defesa da honra”, segundo aliados ouvidos pela CNN. Presos ou monitorados à distância, os demais envolvidos preferiram assistir à sessão por videoconferência ou televisão.

Trata-se do ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira Oliveira (ao centro na foto de capaO, que compareceu à sessão para reforçar sua inocência e proteger sua trajetória dentro das Forças Armadas.

Ainda de acordo com a reportagem, um interlocutor próximo resumiu a decisão como uma forma de preservar sua biografia e a farda que vestiu por décadas. Apesar disso, Paulo Sérgio evitou o uniforme militar e participou da audiência de terno.

A expectativa é que o general retorne ao STF para a sessão desta quarta-feira (3). De acordo com a defesa, ao final das eleições de 2022, ele agiu para impedir que o então presidente Jair Bolsonaro adotasse medidas de exceção.

Os advogados afirmam que o general temia que “grupos radicais” levassem o presidente a assinar uma “doideira” e que alguma liderança militar “levantasse o braço”, provocando fissura nas Forças Armadas.

“Assim, por TEMER que grupos radicais levassem o Presidente a assinar uma ‘doideira’ e que alguma liderança militar ‘levantasse o braço’ e rompesse, o que poderia acarretar uma fissura nas Forças Armadas, sendo manifestamente contrário a qualquer medida de exceção (atuando, inclusive, para demover o Presidente da adoção de qualquer medida nesse sentido) foi que o General Paulo Sérgio, como Ministro da Defesa preocupado com a situação, convocou uma reunião para o dia 14/12/2022”, afirmam os advogados nas alegações finais. (Fotos: STF; Fonte: CNN)

Perfil
Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Iguatu (CE), 28 de agosto de 1958) é general de exército do Exército Brasileiro. Ocupou o cargo de ministro da Defesa entre 1º de abril e 31 de dezembro de 2022 e foi Comandante do Exército Brasileiro de 20 de abril de 2021 a 31 de março de 2022.

Formado no Colégio Militar de Fortaleza, ingressou na carreira militar em 4 de março de 1974, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Em 1977, seguiu para a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), sendo declarado aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria em 15 de dezembro de 1980.

Ao longo de sua trajetória, Paulo Sérgio atuou como instrutor na AMAN em três ocasiões, incluindo o período em que comandou o Curso de Infantaria da Academia.

Como general de brigada, ocupou posições estratégicas, entre elas Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste (Campo Grande), Comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva (Tefé) e Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia (Manaus).

Promovido a general de exército em 31 de março de 2018, assumiu o comando do Comando Militar do Norte, em Belém. Posteriormente, chefiou o Departamento-Geral do Pessoal, em Brasília, de 1º de setembro de 2020 a 13 de abril de 2021. Em 31 de março de 2021, foi nomeado Comandante do Exército, substituindo o general Edson Pujol.

Em 1º de abril de 2022, foi designado pelo então presidente Jair Bolsonaro como ministro da Defesa, cargo que ocupou até o final do mandato presidencial em dezembro do mesmo ano.

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