O Brasil reúne atualmente pouco mais de 2 milhões de migrantes e refugiados, dos quais cerca de 415 mil possuem emprego com carteira assinada, segundo dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). O levantamento foi divulgado na última quinta-feira (30) e traz um panorama atualizado sobre a presença estrangeira no país.
As estimativas consideram residentes permanentes, migrantes temporários, refugiados e solicitantes de refúgio ainda em análise. Esse contingente representa menos de 1% da população brasileira.
O relatório também destaca que determinadas nacionalidades recebem atenção separada devido à relevância numérica e ao histórico recente, como venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos.
No caso dos venezuelanos, o estudo aponta uma leve redução no fluxo de registros nos últimos dois anos, embora isso não seja interpretado como uma tendência consolidada de queda, diante das incertezas econômicas no país vizinho. Também há mudanças no perfil desse grupo, com aumento da presença de mulheres e crianças de até 14 anos.
Outro dado relevante é a dispersão geográfica desses migrantes, que já não se concentram apenas em Roraima, principal porta de entrada, mas estão distribuídos por diferentes estados do país.
O relatório também chama atenção para o crescimento da migração cubana, com estimativa de cerca de 84 mil cubanos vivendo atualmente no Brasil. Parte desse grupo tem recorrido cada vez mais ao pedido de refúgio como via de permanência, superando inclusive outras nacionalidades em 2025.
No mercado de trabalho, o número de migrantes formais cresceu de forma expressiva entre 2010 e 2025, passando de pouco mais de 50 mil para 415 mil vínculos, uma média de crescimento anual de 22,6%, segundo o OBMigra.
Apesar disso, o estudo aponta queda no rendimento médio desses trabalhadores ao longo dos anos, que recuou de cerca de R$ 15,5 mil em 2010 para aproximadamente R$ 4,5 mil em 2024.
Na área da educação, o destaque é a forte presença de migrantes no ensino básico. Mais de 140 mil estão matriculados no ensino fundamental, o que representa 62,4% do total de estudantes migrantes. A educação infantil aparece em seguida, com 17,2% das matrículas. E mais: Delação de Vorcaro: veja últimas informações sobre o que banqueiro tem a confessar. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

