A Polícia Federal desencadeou, na manhã desta quinta-feira (9), uma nova etapa da operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios pagos pelo INSS.
De acordo com informações divulgadas pelo portal UOL, a ofensiva cumpre 66 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Entre os alvos das buscas está o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), entidade que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Embora o sindicato seja investigado, Frei Chico não é alvo direto da operação. Em breve conversa com a reportagem do UOL, ele afirmou: “Absurdas as buscas, estou sabendo por vocês. Deixa investigar”. E completou: “Sem comentário. Se a polícia quiser vir aqui investigar, não tenho nada o que comentar”.
Os mandados estão sendo cumpridos em sete estados — São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia — além do Distrito Federal. A ação envolve tanto pessoas físicas quanto jurídicas e tem o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo nota da PF, o objetivo é aprofundar as apurações sobre inserção de dados falsos em sistemas oficiais, além de investigar possíveis organizações criminosas e manobras para ocultar ou dilapidar patrimônio.
A operação Sem Desconto foi iniciada em abril e levou ao afastamento do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. As investigações apontam para um esquema de cobranças indevidas que somam cerca de R$ 6,3 bilhões, atingindo aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024 — período que abrange tanto o governo de Jair Bolsonaro (PL) quanto o atual governo Lula (PT).
A ofensiva da PF e da CGU busca desarticular o sistema de descontos não autorizados em benefícios previdenciários, considerado um dos maiores golpes já registrados contra aposentados no país. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: UOL)

