O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, causou repercussão ao reconhecer publicamente a hipótese de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio ao clima de pressão sobre o Judiciário.
A declaração foi feita ao comentar a necessidade de mudanças na atuação da Corte. Segundo o parlamentar, o STF precisa refletir sobre suas próprias decisões e adotar uma postura mais equilibrada. Ele também destacou a importância de retomar discussões sobre uma possível reforma no sistema judiciário.
“Agora, eu acho, sinceramente, que o STF tem que também fazer autocríticas. Ontem foi utilizado muito, você acompanhou a sabatina, o termo autocontenção. Está mais do que na hora de voltarmos a debater uma reforma do Judiciário. Mas eu também sou o primeiro a dizer que existe a prerrogativa do impeachment de ministros e essa prerrogativa é una e exclusiva do Senado. E ocorrendo desvio de conduta, é óbvio que o Senado, sempre que for provocado diante de conduta, deve atuar”, declarou o senador.
A fala ganha peso político por partir de um aliado do governo federal e ocorre em um momento de forte tensão institucional em Brasília. O cenário se intensificou após a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF, episódio que ampliou o debate sobre o funcionamento da Corte.
Além disso, a referência direta ao impeachment de ministros — pauta frequentemente associada a setores mais críticos ao Supremo — evidencia o aumento da pressão por mudanças e o ambiente de cobrança sobre o Judiciário nos últimos dias.
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