Saiba qual a parcela de produtos do Brasil que continua sob tarifa nos EUA

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A decisão do presidente americano Donald Trump de retirar parte das sobretaxas reacendeu expectativas no comércio exterior brasileiro. Mesmo assim, Geraldo Alckmin, uma fatia expressiva das exportações nacionais continua enfrentando barreiras.

Alckmin (PSB) afirmou nesta sexta-feira (21) que, apesar do anuncio de Donald Trump na quinta (20), cerca de 22% dos produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos continuam pagando tarifa extra de 50%.

A retirada parcial das cobranças representa o gesto mais significativo desde o início do tarifaço, mas ainda não encerra a negociação entre os dois países. Entre os itens agora liberados estão carne, café, frutas e mais de 200 produtos ligados ao agronegócio e à pecuária, além de fertilizantes à base de amônia.




Segundo Alckmin, o diálogo com Washington segue ativo, embora “o trabalho não tenha terminado”. Ele destacou que Trump mencionou, no próprio decreto, a conversa que manteve com o presidente Lula e o impacto positivo dessa interlocução.

Dentre os itens que continuam taxados estão máquinas, calçados e pescado. A lista dos itens que continuam com tarifa de 40% inclui ainda café solúvel e madeira.

Permanecem taxados: equipamentos de terraplanagem, produtos eletrônicos e transformadores, aeronaves e peças aéreas (exceto especificações civis), têxteis e vestuário de lã, café instantâneo/solúvel, pneus e borracha industrializada, madeira perfilada e compensada e peças de turborreatores, destaca Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e consultor em comércio internacional.




Mesmo sem uma nova reunião entre os chefes de Estado prevista, o vice-presidente disse que a negociação avança “com menos barreiras”. Alckmin também lembrou que Lula apresentou aos americanos um pedido relacionado às sanções da lei Magnitsky, que alcançaram o ministro Alexandre de Moraes — tema sobre o qual ele não detalhou possíveis progressos.

A decisão do governo dos EUA terá validade retroativa para todos os produtos que entraram no país a partir de 13 de novembro. A Casa Branca também levou em consideração a pressão inflacionária interna, especialmente sobre alimentos.




Antes do recuo, os EUA haviam imposto uma sobretaxa adicional de 40% no fim de julho, somada aos 10% aplicados globalmente no início do ano. Embora a tarifa de 50% incluísse quase 700 exceções — entre elas suco de laranja e itens da indústria aeronáutica — setores relevantes continuavam afetados.

Na semana passada, os americanos já haviam derrubado o adicional de 10% para exportações de diversos países, incluindo o Brasil, em produtos como carne e café. Agora, foi a vez da sobretaxa de 40% ser eliminada. E mais: Correios aprova plano de reestruturação com milhares de demissões. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: Folha de SP)

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