Produtora de filme de Bolsonaro diz que Flávio buscou diversos empresários

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A empresária Karina Ferreira da Gama, da Go Up Entertainment, afirmou à colunista Andreza Matais, do Metrópoles, que o senador Flávio Bolsonaro procurou diferentes empresas para viabilizar o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Karina, o senador não teria tratado o tema apenas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas também com outros possíveis investidores ligados ao setor cultural.




“E eu sei que o Flávio não falou só com ele [Daniel Vorcaro]. O Flávio falou com todas as pessoas que pôde sobre o projeto e que já tinham conhecimento de aporte em projetos culturais”, afirmou em entrevista.

As declarações ocorrem após reportagem do site Intercept Brasil revelar conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, nas quais o senador teria solicitado apoio financeiro para o pagamento de parcelas relacionadas à produção do filme.

Segundo a publicação, o contrato de financiamento do projeto seria de R$ 134 milhões, com cerca de R$ 61 milhões já executados.




Karina, no entanto, negou que recursos do ex-banqueiro ou do Banco Master tenham sido efetivamente utilizados na produção.

A versão também é contestada pelo deputado Mário Frias, que afirmou que o financiamento teria ocorrido por meio de uma empresa intermediária ligada ao grupo do investidor.

“O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, disse Frias em nota.




A empresária afirmou ainda à jornalista que a participação de investidores como Vorcaro no projeto é algo comum no mercado audiovisual. “O apoio não tem nada que não seja natural e tradicional do mercado audiovisual”, declarou.

Ela argumentou que empresários do setor financeiro costumam circular em Brasília e apoiar iniciativas culturais diversas, incluindo produções televisivas e cinematográficas.

“Se você tem um projeto e precisa de apoio e investimento, e você tem acesso a esse cara, você vai conversar com ele”, afirmou.




Karina também disse que Flávio Bolsonaro demonstrou envolvimento ativo na busca por financiamento e se interessou por modelos de produção internacionais.

Segundo ela, o senador chegou a se reunir com integrantes da equipe do filme durante as gravações.

“Ele e o Carlos estiveram, sim, no set. Conversaram com o Jim, com o Mário. Tiveram outras pessoas ligadas à história que quiseram conhecer o Jim. Algo totalmente normal”, afirmou.

O deputado Carlos Bolsonaro também teria visitado o set de filmagens, segundo a empresária.




Karina afirmou ainda que o personagem Adélio Bispo será interpretado por um ator brasileiro, cujo nome ainda não foi divulgado.

“É um ator brasileiro. Esse ator arrebentou. Mas ele também não pode falar com vocês ainda”, disse. E mais: Filme de Bolsonaro termina com complô de ‘ministro careca’ inimigo. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Metrópoles)

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