PGR está há três meses sem definir inquérito contra Elon Musk

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O inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Elon Musk por suposta obstrução de Justiça e incitação ao crime continua sem avanços desde 29 de abril.

Na data, o relator do caso, Alexandre de Moraes, concedeu 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República se posicionasse. Até o momento, porém, não houve manifestação. Sem o parecer da PGR, o processo permanece estagnado.

A Polícia Federal já entregou um relatório com detalhes de postagens e transmissões feitas por perfis bloqueados na rede social X. Os investigadores apontaram que algumas contas, mesmo após decisões judiciais, seguiram acessíveis e transmitindo lives, como as de Allan dos Santos e Paulo Figueiredo.

O documento destacou: “Durante novas diligências realizadas por esses signatários, após determinação da autoridade policial, foi possível identificar, que ao acessar os perfis @tercalivre, @Rconstantino @realpfigueiredo e @allanldsantos, via navegador (desktop) são exibidas algumas informações adicionais destas contas (…).”

A empresa, em resposta enviada ao STF, negou descumprimento deliberado e atribuiu os acessos a falhas técnicas já corrigidas.

Segundo os advogados, os perfis chegaram a exibir botões que permitiam assinaturas e até informações para envio de valores em Bitcoin, no caso de Allan dos Santos. Contudo, sustentaram que o problema foi resolvido rapidamente.

“Seja como for, não há qualquer violação intencional às ordens de bloqueio impostas pelas autoridades competentes (…). Evidente, portanto, que apesar da exploração indevida dessa limitação técnica por alguns usuários bloqueados, as Operadoras do X rapidamente solucionaram o problema”, argumentou a rede social em abril.

O próximo passo depende exclusivamente do parecer da PGR. Apenas após essa manifestação Moraes deve decidir os rumos da investigação. Nos últimos meses, a Procuradoria concentrou esforços nas ações penais relativas à tentativa de golpe em 2022.

Entre maio e julho, o STF avançou em quatro processos contra envolvidos na trama, realizando inclusive audiências durante o recesso de julho. Ao todo, já foram ouvidas 149 testemunhas, além dos interrogatórios de todos os réus, com acompanhamento direto da PGR em cada etapa. (Foto: MPF)

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