A hipótese de um eventual pedido de prisão contra Fábio Luís Lula da Silva, filho de Luiz Inácio Lula da Silva, tem provocado divergências dentro da Polícia Federal e aumentado a tensão política em Brasília.
O caso é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) e corre sob sigilo, o que impede a confirmação oficial sobre possíveis medidas solicitadas pelos investigadores.
Por esse motivo, não há informação pública se, além do pedido de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha — autorizado pelo ministro André Mendonça —, também foi solicitado algum tipo de prisão.
Apesar do sigilo, há relatos de que o tema vem sendo discutido internamente na corporação. Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, delegados com interlocução junto ao gabinete de Mendonça defendem a prisão preventiva.
Outros integrantes da Polícia Federal, porém, discordam dessa posição.
Para esse grupo, diz a jornalista, a prisão de um investigado não pode decorrer apenas da vontade de quem conduz o inquérito, devendo estar baseada em provas robustas e circunstâncias concretas, já que a liberdade individual é um direito fundamental.
Pelas regras legais, a decretação de prisão preventiva depende da comprovação de que o investigado estaria interferindo nas apurações, dificultando o trabalho da Justiça ou apresentando risco de fuga.
No inquérito em andamento no STF, Fábio Luís é investigado por suposta relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A investigação apura possíveis conexões com fraudes envolvendo descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas.
O filho de Lula nega qualquer envolvimento nas irregularidades.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua no caso ao lado de Guilherme Siguimori, criticou as informações sobre uma possível prisão.
“Recebi com indignação e perplexidade a notícia. Eu acredito, sinceramente, que tudo não passe de fofoca. Não havia nem sequer justificativa para a PF fazer o pedido de quebra dos sigilos, já que o Fábio havia comunicado ao Supremo a disposição voluntária, espontânea e efetiva de colaborar com as investigações”, afirmou à colunista.
O advogado também manifestou confiança na condução do processo pelo ministro do STF.
“Além disso, confiamos na integridade e na forma serena e isenta com que o ministro André Mendonça vem conduzindo o inquérito. Temos certeza de que ele vai ser justo e imparcial. Não haveria motivo para justificar uma prisão ou coisa do gênero. Seria mais um excesso, entre os já denunciados, da PF”, acrescentou. E mais: Partido Chega exibe cartaz contra Lula em posse do novo presidente de Portugal. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

