Justiça manda penhorar bens de fundador da Polishop

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A Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens pessoais do empresário João Appolinário, fundador e presidente da Polishop. A decisão foi tomada pelo juiz Renan Jacó Mota no âmbito de uma ação judicial aberta em 2024 pela Versuni Brasil Ltda., que cobra da empresa uma dívida estimada em R$ 24,9 milhões.

Appolinário criou a Polishop em 1995 e ficou nacionalmente conhecido também por sua participação como investidor no programa “Shark Tank Brasil”, exibido pelo Sony Channel, no qual empreendedores apresentam projetos a um grupo de empresários, os chamados “tubarões”.



O magistrado autorizou a constrição do patrimônio pessoal do empresário ao reconhecer sua condição de avalista em um acordo formal de confissão de dívida firmado entre a Polishop e a Versuni.

A ordem judicial atinge dois imóveis residenciais pertencentes a João Appolinário, localizados no Jardim Paulista, região nobre da capital paulista.

Segundo a decisão, um oficial de Justiça deverá comparecer aos endereços indicados, acompanhado de um advogado da Versuni, para identificar bens de valor e efetivar a penhora.



No pedido apresentado à Justiça, a empresa credora destacou o padrão elevado dos imóveis como um fator relevante para o cumprimento da dívida.

“Dada a luxuosidade [dos imóveis], certamente serão localizados artefatos relevantes financeiramente que auxiliarão na quitação, mesmo que parcial, da dívida”, afirmou a Versuni na solicitação.

De acordo com o processo, Appolinário assinou, em julho de 2023, um instrumento particular de confissão de dívida da Polishop com a empresa, assumindo a posição de garantidor da obrigação.

Apesar da decisão, João Appolinário ainda pode recorrer da ordem de penhora. Procurado, o escritório de advocacia que representa o empresário informou que não comenta processos em andamento.

Em fevereiro de 2025, após outra determinação judicial que autorizou a penhora de bens do fundador da Polishop, a defesa contestou publicamente a medida.

Na ocasião, os advogados falaram em “suposto inadimplento” e alegaram que as providências adotadas pela Justiça “ultrapassavam o limite da proporcionalidade e da razoabilidade”. E mais: Banco Central decreta liquidação do Will Bank após colapso financeiro ligado ao Master. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: CNN)

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