O jornal The New York Times publicou nessa quarta-feira (28) uma análise sobre a corrida pelo Oscar de melhor ator e definiu a disputa deste ano como a “mais forte” organizada pela Academia em muito tempo.
Segundo o veículo, justamente por reunir performances de alto nível, a categoria se tornou também uma das mais equilibradas da atual temporada de premiações.
Sem afirmar de forma definitiva quem levará a estatueta, o crítico Kyle Buchanan avalia o desempenho de cada indicado e indica quem aparece à frente na corrida.
Para ele, Timothée Chalamet desponta como o nome mais bem posicionado graças ao trabalho em Marty Supreme. “Se qualquer um desta lista pode ser considerado o favorito, é ele”, escreve Buchanan.
O jornalista destaca ainda o impacto das cenas finais do filme: “Ele encerra o filme com um par de cenas extraordinárias que abalam o espectador e destacam suas maiores forças enquanto ator: comprometimento físico e vulnerabilidade emocional”.
Apesar do favoritismo, a idade de Chalamet surge como um possível obstáculo. Aos 30 anos, o ator poderia se tornar o segundo mais jovem vencedor do prêmio, o que contraria o padrão histórico da Academia. Buchanan lembra que Leonardo DiCaprio, por exemplo, só conquistou o Oscar aos 41 anos, após uma longa trajetória de indicações.
O texto também analisa as chances do brasileiro Wagner Moura. Segundo o jornalista, o ator conta com o fator do timing, já que muitos votantes assistiram a O Agente Secreto mais recentemente do que aos outros filmes concorrentes.
Buchanan observa ainda que Moura é mais conhecido internacionalmente do que Fernanda Torres, que perdeu o prêmio em 2025, e avalia que ele pode se beneficiar de eleitores que não desejam premiar a juventude de Chalamet, assim como ocorre com Ethan Hawke.
Ainda assim, o cenário para o brasileiro é descrito como difícil. “Ainda que continue seu impulso, o ator terá poucas oportunidades de demonstrá-lo até a cerimônia em março. Moura não foi indicado ao prêmio do sindicato dos atores, nem ao Bafta, então não tem como fazer outro discurso até o fim da campanha”, conclui o artigo. (Foto: divulgação; Fonte: Veja)

