Operação conjunta de EUA e Venezuela elimina chefe do ‘Tren de Aragua’

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O Pentágono afirmou neste sábado (13) que a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero” e apontado como líder da facção venezuelana Tren de Aragua, representa um recado direto aos grupos criminosos que atuam na América Latina. Segundo autoridades norte-americanas, a operação teria sido conduzida em conjunto entre Estados Unidos e Venezuela.

De acordo com a Casa Branca, a ação militar foi executada pelo Comando Sul dos Estados Unidos e resultou na morte durante uma ofensiva em território venezuelano. O episódio foi anunciado inicialmente pelo presidente Donald Trump na noite de sexta-feira (12), por meio da rede Truth Social, em um vídeo do momento da ação. Clique AQUI para ver.

Em sua publicação, Trump descreveu a operação como uma ação “rápida e letal” e afirmou que o objetivo era neutralizar o líder da organização criminosa.

“Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta”, escreveu o ex-presidente.

O líder da gangue, cujo nome completo é Héctor Rusthenford Guerrero Flores, era considerado um dos criminosos mais procurados da região. Ele respondia a acusações que incluem homicídio, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, porte ilegal de armas e participação em organização criminosa.

Segundo investigações e autoridades internacionais, “Niño Guerrero” teve papel central na expansão do Tren de Aragua para outros países da América Latina, com registros de atuação também no Brasil e possíveis conexões com facções criminosas brasileiras em regiões de fronteira.

O grupo foi classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira. No comunicado, Trump reforçou essa posição e afirmou: “Logo no início do meu governo, cumpri minha promessa de designar o Tren de Aragua como uma organização terrorista estrangeira, deportar milhares de criminosos perversos e declarar guerra aos cartéis”.

Após o anúncio, o subchefe de gabinete do secretário de Defesa, Patrick Weaver, afirmou que a operação “envia uma mensagem clara à América Latina”. Ele acrescentou ainda: “Não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério”.

Weaver também declarou, em publicação na rede X, que o Departamento de Defesa continuará atuando na região para combater organizações criminosas transnacionais. Segundo ele, o objetivo é impedir a atuação de grupos ligados ao narcotráfico no continente.

O governo venezuelano confirmou a operação logo após o anúncio dos Estados Unidos, informando que a ação ocorreu no estado de Bolívar e envolveu confrontos com integrantes de estruturas do crime organizado. (Foto: reprodução; Fontes: Metrópoles; Folha de SP)

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