Durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (26), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou sobre o episódio mais desafiador de sua “Caminhada pela Liberdade”.
Segundo ele, o momento aconteceu no terceiro dia da marcha, quando o cansaço físico começava a se fazer sentir. “Nos primeiros dias, o corpo não está acostumado, é como se você fizesse uma maratona de repente”, afirmou.
Nikolas contou que, enquanto almoçava, foi chamado por Gustavo Gaia para conversar com uma mãe que buscava ajuda para a filha, portadora de atrofia muscular espinhal (AME). O deputado explicou que, embora o juiz tenha autorizado o fornecimento do tratamento, o governo federal — na época liderado por Lula — teria negado o medicamento, que custa cerca de R$ 6 milhões.
O parlamentar descreveu o impacto emocional do encontro: “Ela trouxe o filho, que estava em um carrinho de rodas com tubo respiratório. Minha dor foi embora. Você lembra dos seus filhos e percebe que há muitas pessoas sofrendo no Brasil sem apoio ou amparo para conseguir um remédio”. Nikolas reforçou que o episódio evidenciou a necessidade de atenção à população que depende de políticas públicas e ajuda urgente.
Ao final, ele avaliou que o desafio não foi o cansaço físico, mas a realidade do país: “O momento mais difícil foi olhar para essa situação e pensar: o Brasil precisa da gente, senão essas pessoas vão ficar silenciadas”. A declaração reforça a narrativa do deputado sobre a importância da mobilização e da visibilidade de causas sociais durante a caminhada.

