Moraes manda apreender passaporte de Flávio Bolsonaro

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A Polícia Federal intimou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a entregar os passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também proibiu o parlamentar de manter contato com o advogado Willer Tomaz.

Moraes é responsável pelo processo que investiga Flávio e Tomaz por suposta ‘lavagem de dinheiro’. Segundo a Polícia Federal, os dois compartilhavam uma conta bancária no Santander.

O advogado já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em agosto, em uma investigação sobre possíveis operações para lavar recursos desviados de aposentadorias.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (26), Flávio afirmou que recebeu a intimação após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador negou a intenção de deixar o Brasil e classificou a decisão como uma tentativa de intimidação.

“Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou na gravação.

No mesmo vídeo, o parlamentar criticou a atuação da Polícia Federal e relacionou a determinação judicial a uma declaração feita por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), durante uma entrevista.

“A Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele. No meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição.”

Eduardo sugeriu que o irmão deixasse o território brasileiro durante participação no programa *Louder with Crowder*, apresentado pelo comentarista americano Steven Crowder. A entrevista ocorreu em meio às discussões sobre o cenário eleitoral.

A decisão contra Flávio foi tomada depois que Moraes determinou, na sexta-feira, o cancelamento do passaporte de Willer Tomaz. Como o advogado está fora do Brasil, a medida relativa ao documento somente produzirá efeitos quando ele retornar ao país.

 

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