Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) seja intimado em seu gabinete na Câmara dos Deputados para apresentar defesa prévia contra denúncia por crimes ‘contra a honra’ do comandante do Exército, general Tomás Paiva.
A denúncia foi apresentada em dezembro pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Inicialmente, Moraes havia determinado notificação domiciliar do parlamentar no Espírito Santo, mas a tentativa de intimação não teve sucesso, levando à decisão de realizar a citação no gabinete do deputado.
O processo está relacionado a um discurso de Gilvan em plenário, em novembro, em reação ao início do cumprimento da pena dos condenados do Núcleo 1 da ação penal do suposto “golpe”, que incluía o ex-presidente Bolsonaro e militares de seu governo, como o general Augusto Heleno.
Durante a fala, Gilvan criticou o general Paiva, chamando-o de “cúmplice” do “ditador” Moraes por permitir o cumprimento das sentenças.
“Eu quero dizer a você, Comandante do Exército: você é um general de merda, frouxo e covarde! E eu gostaria de dizer, olho no olho: como é que um Comandante do Exército vai proteger o Brasil de uma guerra se ele tem medo de um único homem?”, afirmou.
O deputado também declarou que “Heleno foi preso injustamente, e, no mínimo, quem deveria conduzi-lo é a Polícia do Exército, não a Polícia Federal”, reforçando ao final:
“O senhor é um frouxo, um covarde, um general de merda”. Em resposta, a PGR denunciou Gilvan pelos crimes de: ‘injúria, difamação e calúnia’. E mais: Saiba qual salário Datena pode receber em TV do governo federal. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: Congresso em Foco)

