Michelle Bolsonaro voltou a se manifestar nas redes sociais sobre a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs) e afirmou que a defesa dos direitos da comunidade surda deve ultrapassar ‘divergências partidárias’.
Em nova publicação, Michelle declarou que a causa das pessoas com deficiência sempre fez parte de sua atuação e classificou o tema como uma pauta pessoal importante. “Ela está acima de qualquer ideologia ou partido”, escreveu.
A manifestação ocorreu um dia após a ex-primeira-dama elogiar a política anunciada pelo Ministério da Educação durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma postagem anterior, Michelle descreveu a iniciativa como a “Realização de um sonho”.
Ao comentar novamente o assunto, ela também mencionou o ex-presidente Bolsonaro como exemplo de decisões tomadas sem considerar alinhamentos políticos. Michelle citou a sanção da Lei Amália Barros, aprovada durante a gestão Bolsonaro, destacando que o projeto havia sido apresentado por um parlamentar do PT.
Segundo a ex-primeira-dama, a medida representou uma demonstração de que interesses da população devem prevalecer sobre disputas partidárias. “Jair não olhou quem apresentou o projeto”, afirmou. “[Jair] Avaliou o bem que iria fazer às pessoas e sancionou com alegria a lei”, acrescentou.
Michelle também afirmou que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos teve origem durante a administração Bolsonaro, mas alegou que questionamentos judiciais acabaram atrasando o processo, impedindo a conclusão da proposta antes do fim do mandato.
Em outra mensagem, ela reforçou que o foco principal deve ser o impacto positivo da iniciativa. “O mais importante não é quem apresentou a política, mas sim quem se beneficia dela –a Comunidade Surda! Eles estão de parabéns!”
As manifestações, porém, geraram reações entre eleitores de direita, já que as declarações foram interpretadas por parte da base política como elogios ao atual governo.
As publicações também surgem em um momento de tensão dentro do próprio grupo político ligado à família Bolsonaro. Nos últimos dias, Michelle relatou ter se sentido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” após uma conversa telefônica com seu enteado, Flávio Bolsonaro, envolvendo articulações políticas e discussões internas do partido. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)
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