‘Meu amigo Flávio’: como música de deboche virou hit da campanha de Flávio Bolsonaro

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Uma piada apresentada pelo comediante Murilo Couto em um de seus shows de stand-up acabou ganhando repercussão inesperada nas redes sociais e passou a ser utilizada pela direita como ferramenta de engajamento político.

O episódio começou após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passar a seguir o humorista no Instagram. A situação inusitada virou tema de uma música criada por Murilo com uso de inteligência artificial, em tom irônico, explorando o contraste entre críticas feitas anteriormente ao parlamentar e o gesto nas redes sociais.

O trecho do show foi gravado, compartilhado e rapidamente viralizou. Em poucos dias, a canção passou a circular de forma intensa em perfis conservadores, grupos de WhatsApp e páginas políticas alinhadas à direita, tornando-se popular entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro. (continua)

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(segue) Batizada informalmente de “Meu Amigo Flávio”, a música se destaca por não trazer um discurso político explícito. O humor leve e o caráter não militante de Murilo facilitaram a aceitação do conteúdo fora do circuito tradicional do stand-up e evitaram uma rejeição imediata por parte de públicos mais críticos à direita. Tem até sites de esquerda falando sobre o vídeo viral.

Conhecido por um humor ácido e frequentemente crítico, Murilo Couto não possui histórico de alinhamento claro com grupos políticos, o que contribuiu para que o material “furasse a bolha” e alcançasse públicos diversos. Ainda assim, a recepção mais entusiasmada veio de apoiadores do senador.

Na letra, o comediante brinca com a própria reação ao ser seguido pelo parlamentar. O texto menciona que ele criticava Flávio Bolsonaro até poucos dias antes, mas que, após o “follow”, passou a cogitar retribuir a interação.

A música, produzida com auxílio de inteligência artificial, inclui o verso: “O filho do Bolsonaro quer ser meu amigo. Flávio. O meu amigo Flávio. Ele é muito sábio. Flávio Bolsonaro”.

Durante a apresentação, o número arrancou risadas da plateia e contou até com uma coreografia improvisada no palco. Fora do teatro, porém, o conteúdo ganhou novo significado. Às vésperas das eleições de outubro, o vídeo passou a ser explorado como material de divulgação política informal, sendo compartilhado como estratégia de marketing eleitoral nas redes sociais.

 

 

 

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