Bastidores: Lula avalia vetar PL da Dosimetria; Saiba mais

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Reportagem da Folha de SP avalia que o Palácio do Planalto deverá vetar por completo o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados que reduz penas e beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro — entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Embora não tenha mencionado diretamente o texto durante uma cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (10), Lula deu sinais de tranquilidade sobre o cenário político. Sem entrar no mérito da proposta, afirmou estar “muito tranquilo com o que está acontecendo no Brasil”.

De acordo com a Folha, porém, a preocupação aumentou. A ministra Gleisi Hoffmann, responsável pela Secretaria de Relações Institucionais, passou o dia conversando com ministros e dirigentes partidários para entender por que deputados do PT votaram a favor do projeto que pode beneficiar Bolsonaro e outros condenados. (continua)

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(segue) Aliados do petista lembram que Lula já havia se posicionado contra qualquer iniciativa relacionada à anistia ou redução de penas em setembro, quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), liderou um movimento pela flexibilização da punição ao ex-presidente. Na ocasião, a Executiva Nacional do PT seguiu a orientação do próprio Lula e manifestou rejeição à proposta.

Gleisi reforçou novamente esse posicionamento, destacando que a orientação do governo permanece inalterada. “Nossa posição, do governo, do presidente Lula, sempre foi clara: nós somos contra a anistia, votamos contra o requerimento de urgência. Se tiver um projeto de anistia, nós votaremos contra, assim também como um projeto de redução penas. Achamos que o processo [contra Bolsonaro] está em andamento STF, foi feito dentro das regras processuais, não há por que mexer no processo agora”, afirmou.

De acordo com a reportagem, a argumentação de aliados que defendem o veto integral diz que o texto aprovado pela Câmara beneficiaria condenados por outros tipos de crimes, não apenas os relacionados aos de 8 de janeiro. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: Folha de SP)

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