Agora: Justiça decreta falência da Oi em meio a crise financeira bilionária

direitaonline




A ‘Primeira Câmara de Direito Privado’ do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta terça-feira (25) a falência da Oi. A operadora, que enfrenta uma crise financeira há mais de uma década, já havia recebido uma decisão semelhante em novembro do ano passado, mas a medida foi suspensa após recursos apresentados por bancos. Com isso, a companhia retornou ao segundo processo de recuperação judicial.

Durante o julgamento, a desembargadora do caso determinou que os créditos sejam pagos de acordo com a ordem de preferência estabelecida pela legislação. O desembargador Augusto Alves Moreira Júnior, por sua vez, alertou para a situação dos créditos trabalhistas, que ainda não tiveram a prioridade definida no processo.

Segundo o magistrado, ainda não existe um quadro geral de credores consolidado, o que impede, neste momento, uma definição sobre a ordem de pagamento. Eventuais discussões envolvendo os trabalhadores deverão ocorrer dentro do processo de falência, depois que a relação definitiva de credores for estabelecida.

A situação financeira da Oi se agravou após a companhia não conseguir vender seus últimos ativos relevantes. Com a redução das fontes de recursos, o patrimônio líquido negativo do grupo ultrapassou R$ 22,6 bilhões. A empresa acumulava, no início deste ano, uma dívida superior a R$ 44 bilhões e tinha 164.706 credores.

A crise também afetou diretamente a operação da companhia. No mês passado, fornecedores chegaram a interromper serviços essenciais de internet e telefonia fixa em algumas cidades do país diante da falta de pagamentos. Nos últimos meses, a Oi passou a quitar apenas parte dos contratos com fornecedores. “É o que vinha dando para fazer”, afirmou uma fonte.

Na semana passada, a empresa também fechou um acordo com sindicatos para reduzir em 60% seu quadro de funcionários, que antes dos cortes era de aproximadamente 2 mil pessoas. As verbas rescisórias serão pagas em dez parcelas. A situação do caixa é considerada crítica: a projeção para o fim de julho apontava disponibilidade de apenas R$ 19,6 milhões, enquanto uma petição recente informou que os recursos poderiam se esgotar completamente ainda em agosto, levando a uma situação de “esgotamento total dos recursos” e liquidez negativa.

A trajetória atual contrasta com o projeto que, duas décadas atrás, buscava transformar a Oi em uma grande operadora internacional por meio de operações como a fusão com a Brasil Telecom e, posteriormente, com a Portugal Telecom.

Atualmente, a empresa tem entre seus credores trabalhadores, bancos, fornecedores, fundos estrangeiros e detentores de títulos. Apenas os créditos trabalhistas envolvem 8.327 credores e somam R$ 1,03 bilhão, enquanto credores com garantias concentram R$ 13,8 bilhões. O quadro ainda deverá ser atualizado pela Justiça. E mais: O que Lula e Mourão cochicharam durante ato público do Exército. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: InfoMoney)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Quem lidera a disputa pelo Senado no DF, segundo a Quaest

A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra Michelle Bolsonaro (PL) na liderança da corrida pelas duas cadeiras do Senado que serão disputadas pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. No levantamento estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a ex-primeira-dama aparece com 25% das intenções de […]