Ex-Ministro de Bolsonaro alerta para proposta ‘absurda’ de campanha de Lula

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O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro e economista Adolfo Sachsida criticou a proposta defendida por José Sergio Gabrielli, coordenador-geral do programa de governo da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para reduzir os juros de longo prazo por meio da atuação do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos.

Em vídeo, Sachsida argumentou que a estratégia seria uma tentativa de diminuir os juros sem reduzir os gastos do governo. Na avaliação do economista, o caminho para uma queda sustentável das taxas seria justamente o controle das despesas públicas, reduzindo a necessidade de financiamento do Estado.

Sachsida afirmou que a recompra de títulos aumentaria a liquidez na economia e poderia gerar pressão inflacionária. Com a inflação mais elevada, segundo ele, o Banco Central teria de reagir com juros maiores, produzindo um resultado contrário ao objetivo inicialmente pretendido.

O ex-ministro também criticou a possibilidade de aumento da tributação sobre os chamados super-ricos, outra medida discutida pela campanha petista. Para Sachsida, uma elevação de impostos poderia prejudicar investimentos e a atividade econômica.

Na análise, ele ainda relacionou a política à possibilidade de desvalorização do real. Caso a inflação e os juros aumentassem, investidores estrangeiros poderiam reduzir sua exposição ao Brasil, elevando a procura por dólares e pressionando ainda mais o câmbio.

Sachsida também citou discussões anteriores de Gabrielli sobre a possibilidade de controle de capitais e avaliou que uma eventual combinação de aumento de gastos, maior tributação e intervenção no mercado financeiro poderia elevar os riscos para a economia brasileira.

No vídeo, o ex-ministro detalha os possíveis efeitos econômicos das medidas e explica por que considera que a estratégia poderia resultar em inflação, juros e dólar mais altos.

 

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