Jornalista questiona presidente do INSS sobre filho de Lula

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As investigações da Polícia Federal sobre um esquema de fraudes envolvendo recursos de aposentados e pensionistas do INSS passaram a incluir citações ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho de Luiz Inácio Lula da Silva.

O caso ganhou repercussão após declarações do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller, que negou qualquer possibilidade de blindagem a pessoas citadas no inquérito.



Em entrevista exclusiva ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, Waller afirmou que o conteúdo da investigação será apurado até as últimas consequências, independentemente de vínculos familiares, políticos ou partidários.

“Sendo bem sincero, não conheço o que tem dentro da ação policial para saber da relação de A, B ou C no esquema. A gente fica sabendo pelo relato da imprensa. E como o próprio presidente da República já falou: a apuração tem que ir ao fim, doa a quem doer. Se tiver, tenho certeza que ninguém vai passar pano sobre essa situação. Toda apuração vai até o fim e os responsáveis deverão ser responsabilizados”, declarou.



Segundo Waller, o foco das investigações é identificar quem causou prejuízos diretos aos aposentados e pensionistas, sem qualquer distinção em razão de cargo, sobrenome ou influência política. Ele reforçou que o INSS tem colaborado com os órgãos de investigação desde o início da operação.

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que apura citações a Fábio Luís Lula da Silva identificadas no inquérito que investiga fraudes no INSS. Em representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a PF aponta que o filho do presidente “em tese, poderia atuar como sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, personagem central da investigação.



A chamada Operação Sem Desconto também apurou repasses financeiros à empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva.

O avanço da investigação levou o STF a decretar, na fase mais recente, 16 mandados de prisão, além de autorizar buscas e apreensões. Entre os alvos estão o número dois do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, e endereços ligados ao vice-líder do governo no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA).

 

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