Indicadores econômicos divulgados no início do ano ajudam a antecipar o impacto no bolso de milhões de brasileiros. Dados de inflação e movimentações financeiras servem de base para reajustes de benefícios e orientam decisões do governo.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerrou 2025 com alta acumulada de 3,90%. O percentual será utilizado como referência para o reajuste das aposentadorias e do teto da Previdência Social em 2026.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do índice.
Pela legislação em vigor, os benefícios previdenciários acima do salário mínimo são corrigidos com base na variação anual do INPC. Com isso, aposentados e pensionistas que recebem acima do piso terão aumento de 3,90% neste ano.
O teto previdenciário também será impactado pela correção. O valor máximo pago pelo INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,54, considerando o índice fechado de 2025.
Embora o reajuste ainda precise ser oficializado pelo governo federal por meio de ato normativo, a base de cálculo já está definida com a divulgação do INPC. (continua)
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(segue) Para quem recebe o benefício mínimo, o aumento será maior. O reajuste seguirá a correção do salário mínimo, que ficou em 6,79%.
Com isso, o piso previdenciário passará a ser de R$ 1.621 em 2026, beneficiando a maior parcela dos segurados do INSS.
Atualmente, cerca de 21,9 milhões de pessoas recebem até um salário mínimo. Esse contingente representa aproximadamente 62,5% dos 35,15 milhões de benefícios pagos pela Previdência Social.
O calendário de pagamentos com os novos valores começa ainda em janeiro. Os segurados que recebem até um salário mínimo terão o reajuste creditado a partir do dia 26.
Já os beneficiários com renda acima do piso começarão a receber os valores corrigidos a partir de 2 de fevereiro.
A data exata do depósito depende do número final do cartão de benefício. Para a consulta, deve ser desconsiderado o dígito verificador que aparece após o traço.
Quem passou a receber aposentadoria ou pensão ao longo de 2025 terá reajuste proporcional. Nesse caso, o cálculo considera a variação do INPC a partir do mês de concessão do benefício.
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Assim, quanto mais cedo o pagamento começou no ano passado, maior tende a ser o percentual de correção aplicado.
Os segurados podem consultar o número do benefício e o extrato de pagamento por diferentes canais oficiais do INSS.
O aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS, permite acesso ao extrato na opção “extrato de pagamento”.
Também é possível consultar as informações pelo site meu.inss.gov.br, mediante login com a conta Gov.br.
Outra alternativa é a Central Telefônica 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, com ligação gratuita.
Além do INPC, o IBGE também divulgou nesta sexta-feira o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.
O IPCA avançou 0,33% em dezembro, acelerando em relação a novembro, quando havia registrado alta de 0,18%.
Apesar da aceleração mensal, o resultado ficou abaixo da variação observada em dezembro de 2024, que havia sido de 0,52%.
Com isso, a inflação oficial fechou 2025 com alta acumulada de 4,26%, permanecendo abaixo do teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
O índice também ficou 0,57 ponto percentual abaixo da inflação registrada em 2024, quando o IPCA encerrou o ano em 4,83%.
Outro dado econômico divulgado nesta sexta-feira foi o desempenho da caderneta de poupança.
Segundo o Banco Central, a poupança registrou saída líquida de R$ 85,568 bilhões ao longo de 2025.
O resultado foi o terceiro mais negativo da série histórica, ficando atrás apenas de 2023, quando o saldo negativo chegou a R$ 87,819 bilhões.
Com o desempenho do último ano, a poupança completou cinco anos consecutivos de retiradas superiores aos depósitos, indicando perda de atratividade da aplicação.
O último resultado positivo ocorreu em 2020, quando houve entrada líquida de R$ 166,310 bilhões, em meio às incertezas econômicas daquele período. (Foto: INSS; Fonte: BPMoney)

