Potência emergente: Guiana planeja arrecadar R$ 160 bi por ano com petróleo

direitaonline




Enquanto o Brasil busca fortalecer sua posição no mercado de petróleo, um país vizinho tem se destacado de forma surpreendente. A Guiana, que até pouco tempo mantinha baixa projeção internacional, tornou-se protagonista após uma mudança econômica acelerada impulsionada por descobertas gigantescas de petróleo.

A virada ocorreu graças à região do Essequibo, que hoje concentra as maiores reservas de petróleo da América Latina. A descoberta de jazidas offshore no bloco Stabroek — operado por um consórcio liderado pela ExxonMobil — transformou o país.

Especialistas estimam que a área reúna cerca de 11,6 bilhões de barris recuperáveis, um número capaz de rivalizar com grandes produtores tradicionais.




A produção já ultrapassa 500 mil barris diários, e o governo guianês projeta alcançar 1,3 milhão de barris por dia até 2027. Caso o plano se confirme, a Guiana deve arrecadar o equivalente a R$ 160 bilhões por ano, valor expressivo para um país com pouco mais de 800 mil habitantes.

Apesar do avanço econômico, autoridades locais demonstram preocupação com os efeitos colaterais dessa nova riqueza. O governo teme a concentração de renda, características associadas à chamada “maldição do petróleo”, além do risco de dependência excessiva do recurso, sujeitando a economia às variações do mercado global e a possíveis impactos ambientais.




A prosperidade repentina também ampliou tensões regionais. O presidente venezuelano Nicolás Maduro assinou uma lei que cria uma província da Venezuela na área de Essequibo — território reconhecido internacionalmente como guianês. A Guiana reagiu com firmeza, afirmando que não aceitará “a anexação, apreensão ou ocupação de qualquer parte” de sua área soberana.

Com reservas gigantescas, uma economia em expansão e disputas geopolíticas emergentes, a Guiana deixa definitivamente o anonimato e passa a ocupar o centro do debate energético na América do Sul. (Foto: Freepik;; Fonte: Correio Braziliense)

Guiana
A Guiana, localizada na costa norte da América do Sul, tem raízes históricas que remontam ao período colonial britânico. Sua formação política ganhou força ao longo do século XX, culminando na independência do Reino Unido em 1966 e, posteriormente, na transformação em uma república cooperativa em 1970.

Com influência cultural marcada pela mistura de povos indígenas, africanos, indianos e europeus, o país mantém o inglês como idioma oficial — um traço distintivo em relação a seus vizinhos sul-americanos.




Apesar de possuir uma das menores populações do continente, com cerca de 826 mil habitantes (2023), a Guiana ganhou destaque internacional nos últimos anos graças ao crescimento acelerado de seu PIB, impulsionado pela descoberta e exploração de grandes reservas de petróleo em alto-mar.

O Produto Interno Bruto nominal do país atingiu US$ 24,84 bilhões em 2024, com PIB per capita nominal de aproximadamente US$ 32.932 e PIB per capita em paridade de poder de compra de US$ 70.297,40.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,78, refletindo que, apesar do rápido crescimento econômico, o país ainda enfrenta desafios em áreas como renda, saúde e qualidade de vida.




Na educação, a taxa de alfabetização é relativamente alta em comparação com economias de nível semelhante, embora persistam gargalos em regiões rurais e comunidades indígenas.

A economia, que historicamente dependia de mineração, agricultura e produção de açúcar e bauxita, passa por uma transformação profunda com a indústria petrolífera. Esse novo cenário coloca a Guiana em uma posição estratégica nas Américas, atraindo investimentos internacionais e elevando sua relevância geopolítica, ainda que imponha o desafio de equilibrar crescimento econômico com desenvolvimento social sustentável.

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Conheça a atriz que vai interpretar Michelle Bolsonaro nos cinemas

A atriz norte-americana Camille Guaty esteve no Brasil para gravar cenas interpretando Michelle Bolsonaro no filme Dark Horse (O Azarão). A artista compartilhou fotos de sua passagem por São Paulo nesta segunda-feira (8), visitando pontos turísticos como o Beco do Batman, o Parque Ibirapuera e o restaurante A Figueira Rubayat. […]