O ministro da Fazenda, Dario Durigan, substituto de Haddad, afirmou nessa terça-feira (25) que o governo Lula pretende editar um decreto para zerar a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no país. Segundo ele, a medida buscarua reduzir o impacto da tributação sobre o setor industrial e alterar a forma como os impostos são apresentados aos consumidores.
“Eu ouvi falar que a indústria paga muito tributo. Nós vamos soltar um decreto zerando o IPI do País. A indústria não vai acumular crédito como hoje acumula. O tributo vem por fora, vai ficar disponível para todo consumidor saber o quanto está pagando de tributo, como imposto sobre valor agregado, como acontece nas boas economias do mundo”, afirmou Durigan.
A declaração ocorreu durante um evento promovido pela revista Exame e pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), em São Paulo, que reuniu coordenadores das campanhas dos candidatos à Presidência da República.
Durante o encontro, o ministro também defendeu a reforma tributária aprovada pelo Congresso e rebateu críticas feitas ao modelo. Na avaliação de Durigan, a mudança representa uma resposta a problemas históricos do sistema de impostos brasileiro.
“Muita gente fala contra a reforma tributária, mas ela foi a melhor resposta que o País deu” a um sistema tributário que, segundo ele, é historicamente ruim.
Durigan afirmou ainda que a proposta inicialmente encaminhada pelo Ministério da Fazenda previa menos exceções do que a versão aprovada pelos parlamentares. Para ele, a redução de benefícios e tratamentos diferenciados é necessária para tornar a estrutura tributária mais uniforme.
“Sempre o nosso esforço foi esse, aprovar uma reforma tributária de maneira que a gente amplie a barra de arrecadação, acabando com sonegação, acabando com privilégio, de modo que a gente tenha uma alíquota na reforma tributária para todo mundo. Essa é a primeira grande resposta para a produtividade.”
Segundo o ministro, a reforma também poderá contribuir para elevar a produtividade da economia ao diminuir distorções no sistema de arrecadação e ampliar a transparência sobre os tributos pagos por empresas e consumidores. (Foto: EBC; Fonte: UOL)
